A atitude do programador visual José Fernando Redondo Mendes, de acorrentar-se à uma mesa do Cefam porque seu filho não conseguiu uma vaga na escola, é típica de quem chegou a uma situação-limite, causada pelo contexto que ele está inserido, opina a psicóloga Maria Regina Corrêa Lopes Vanin.
“Todos nós sofremos frustrações e injustiças. Normalmente, encontramos válvulas de escape através do esporte, hobby, lazer, etc... Mas em algumas situações podemos estar mais vulneráveis e uma somatória de acontecimentos que nos frustraram e nos agridam podem agir como uma gota d’água em um reservatório prestes a estourarâ€, compara.
Maria Regina diz que protestos como o feito por Mendes podem não ser considerados normais se analisados isoladamente. Porém, numa análise mais ampliada, de toda a sociedade, não é apenas normal como importante para mudanças.
â€œÉ típico do brasileiro reagir ‘dando um jeitinho’, fazendo piadas. Somos um povo pacífico quando se trata de protestos e mobilizações. Contudo, o protesto, quando não violento, pode ser uma forma válida de ‘mexer’ com o status quo e promover mudançasâ€, afirma.