11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Economia & Negócios

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

• Consulta

A Receita Federal já liberou a consulta pela Internet ao “superlote” de restituição do Imposto de Renda 2002 (ano-base 2001) de dezembro. Foram processadas 8.070.705 declarações neste lote. Foi o maior volume de declarações já processadas de uma única vez. Em média, a Receita processa 1,5 milhão de declarações por mês. Do total processado, apenas 713.406 têm direito à restituição, no valor total de R$ 689,744 milhões.

• Pagamentos

Outras 153.977 declarações daquele número total têm imposto a pagar, no valor de R$ 132,873 milhões. A Receita apurou, ainda, que 7,203 milhões de declarações processadas têm saldo zero de imposto. Segundo o supervisor do Programa do Imposto de Renda, Joaquim Adir Figueiredo, todas as declarações com direito à restituição serão pagas em dezembro.

• Superlote

Quem não estiver incluído no “superlote” de Natal, estará na malha fina da Receita Federal. Nesse caso, os lotes residuais começarão a ser liberados a partir de janeiro de 2003. Segundo Figueiredo, existem quatro motivos principais para fazer com que as declarações de 2002 sejam devolvidas apenas no ano que vem: as que foram entregues com atraso, as presas em malha fina e aquelas com imposto a pagar ou com saldo zero.

• Saque

A legislação não permite que o contribuinte efetue o saque da restituição na boca do caixa dos bancos. Se discordar do valor restituído, o contribuinte poderá resgatar o valor oferecido e depois reclamar a eventual diferença, por meio de processo administrativo, junto à unidade mais próxima da Receita Federal. Em Bauru existe uma Delegacia da Receita Federal (DRF).

• Indústria

Em outubro, a produção industrial brasileira cresceu pelo quinto mês consecutivo, impulsionada, mais uma vez, pelas exportações. Os números da indústria também reforçaram os sinais de recuperação da demanda doméstica, aumentando os temores de inflação mesmo com os juros elevados no País. A produção da indústria cresceu 1,7% em outubro em relação a setembro - o melhor desempenho mensal desde abril de 2002 - e 8,9% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

• Expansão

No acumulado do ano, o setor industrial apresenta uma expansão de 1,9%, já superior ao resultado de todo o ano passado. Em 2001, a indústria, abatida pelo racionamento de energia, pelos juros altos e pela desaceleração da atividade mundial, cresceu apenas 1,5%. Segundo técnicos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os números de outubro mostram que a retomada da demanda doméstica às vésperas do Natal contribuiu para estimular a produção.

• Ritmo

Os índices de outubro confirmaram a fase suave de crescimento do ritmo industrial, que embora liderada por bens intermediários - setor articulado com as exportações e a agropecuária -, já atinge os segmentos de bens de consumo duráveis e não duráveis, relativamente mais sensíveis aos estímulos da demanda interna. Um bom sinal para a economia.

• Resultados

Segundo o IBGE, os bens de capital (máquinas e equipamentos) e os bens de consumo duráveis tiveram um acréscimo de produção acima da média da indústria geral de setembro para outubro, com alta de 4,2% e 5%, respectivamente. Este foi o melhor resultado do segmento de bens de capital na comparação mensal desde maio de 2001. Foi também a melhor performance da produção de bens de consumo duráveis desde maio deste ano.