O Ministério Público do Trabalho (MPT) determinou que a Prefeitura de Bauru apresente, dentro de dez dias, esclarecimentos sobre a nova lotação dos servidores da marcenaria, que está interditada temporariamente devido à precariedade do prédio, que fica na Bela Vista.
A realocação dos funcionários não pode, em hipótese alguma, causar prejuízo ou desconto nos salários dos trabalhadores. É o que foi estabelecido na audiência realizada anteontem no MPT entre o Sindicato dos Servidores Municipais de Bauru e Região (Sinserm), Prefeitura de Bauru e Ministério do Trabalho.
A preocupação do Sinserm é que os funcionários da marcenaria sejam transferidos para outros setores. “O sindicato não concorda com o remanejamento porque eles foram aprovados em concurso para atuar em atividade específica de marcenariaâ€, diz Eliane Koti, diretora do sindicato.
Para ela, em qualquer outro setor os servidores não terão os equipamentos que precisam para desenvolver o trabalho de marcenaria. “Se executaram outros serviços, haverá desvio de funçãoâ€, afirma.
Também ficou estabelecido que a prefeitura tem que apresentar um estudo sobre o dimensionamento de um serviço especializado em segurança e medicina de trabalho em 30 dias.
Após ouvir o sindicato, a prefeitura e o Ministério do Trabalho, o procurador Luís Henrique Rafael avaliou que a interdição temporária da marcenaria, para preservar a saúde e a integridade física dos servidores, não resolve os problemas detectados pelo sindicato em relação a segurança no trabalho.
Por isso, ele determina que independente das medidas adotadas há necessidade de que a prefeitura implante um programa de prevenção de riscos ambientais e constitua um grupo especializado em segurança do trabalho.
Apesar do acordado na audiência do MPT, o Sinserm está preparando um ofício, para ser enviado à Secretaria Municipal de Obras, no qual pede que os 22 funcionários da marcenaria retornem ao local de trabalho assim que a reforma do prédio for concluída. “O realocamento é aceitável apenas durante a reforma da marcenaria. Queremos garantia de que os funcionários retornem para lá após a reformaâ€, completa a sindicalista.