Hoje, alunos “passam†pelos bancos escolares sem saber sequer o nome de seus mestres. E, assim, os professores também “passam†por suas vidas, indiferentemente. Mas, nós, alunos da década de 50, felizmente tivemos a oportunidade de não apenas “passar†pela escola, mas “viver†esse tempo, convivendo com nossos mestres com respeito e muito carinho. Dentre esses mestres está o professor Muricy Domingues, que quis reunir, hoje, os alunos do primeiro clássico do Instituto de Educação “Ernesto Monte†do ano de 1956, que foram os primeiros alunos seus na sua carreira de magistério. Coisa inédita: partiu do professor a iniciativa da reunião. Conseguiu descobrir o paradeiro da maioria dos ex-alunos e os convidou para uma reunião no dia 23 de novembro.
A espera do encontro provocou uma grande expectativa. Como estariam todos 46 anos depois?! Uns disseram que pareciam estar se preparando para seu primeiro dia de aula; outros até mesmo para o dia de seu casamento. Cada colega que chegava para o almoço, minuciosamente preparado e oferecido pelo professor Muricy, provocava muita emoção e até o choro da felicidade. Você, professor Muricy, parecia uma criança que ganhava seu primeiro brinquedo: era só contentamento. Você não nos esqueceu, professor, nem nós esquecemos aquele jovem que, há 46 anos, entrara pela primeira vez numa sala de aula, para ministrar aulas de Geografia.
Nós lhe somos gratos pelos seus ensinamentos, que foram além dos bancos escolares; somos gratos por termos podido, hoje, voltar ao passado de forma tão emocionante e agradável. Só uma pessoa com sua sensibilidade poderia nos ter proporcionado esse reencontro, que se transformou na nossa grande alegria e que ficará para sempre como um marco feliz em nossas vidas. Obrigada, professor Muricy, em nome de todos os colegas da turma do primeiro clássico de 1956. Deus o proteja! (Edna Manfio Cardarelli - R.G. 2.706.197)