11 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Família de Nelson Olynthio Machado acredita da Justiça e nos homens de bom coração


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Passaram-se 4 meses e com eles sofrimentos e lágrimas daqueles que, em vão, buscaram um alento para seus corações. Porém, sem desanimar, continuam acreditando na verdade. Verdade que reina plena e indestrutível dentro de cada homem que, de uma luta árdua através dos tempos, conseguiu crescer sempre na transparência. É muito difícil para uma família de princípios religiosos, que sempre acreditou na bondade e solidariedade entre os homens, admitir a existência de tamanha brutalidade em seu próprio seio. Nelson nasceu sob os cuidados de um pai e uma mãe, dentro de uma grande família, que tiveram toda preocupação em torná-lo um cidadão de bem, conhecedor de seus direitos e deveres. Dentre eles, o da proteção; nunca deixar um irmão desamparado, estender a mão sempre, para que nunca lhe faltasse proteção.

Durante 52 anos, as pessoas que passaram ou caminharam ao seu lado, não ofereceram perigo algum, todas elas tinham um ombro, uma mão e um coração amigo. E foi dando proteção a quem precisava que ele se deparou com a ignorância e brutalidade da qual nunca pensou enfrentar. Hoje, em algum lugar, Nelson está desprotegido, exposto, e esquecido por aquele que um dia sentou a seu lado, bebeu da sua água, comeu da mesma comida e o traiu sem piedade. Assistindo a tudo isso, passamos a refletir mais, e nos surpreendemos ao ver os cuidados de um pássaro com seu filhote, cuidados de uma cachorra com seus cachorrinhos, enfim, descobrimos que os animais são bondosos e solidários com sua raça... Exemplo este que devemos seguir e tirar de vez a violência, e com ela, a impunidade existente na sociedade humana.

O homem precisa de leis que o defenda da sua própria ignorância. Inteligentes são os animais, que mesmo desprovidos da fala e de leis escritas, se entendem e se respeitam pelo olhar. Buscamos no bom coração do homem certo, a verdade e, com ela, a justiça. Estenda a sua mão e proteja o Nelson, buscando o seu paradeiro, para que o mesmo possa descansar junto de seu pai e sua mãe, que tanto o protegeram. (Célia Maria Aparecida Dal Ben - pela Família Machado - RG 8.019.071-6)