08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Ainda os envelopes


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Não querendo polemizar, principalmente com pessoas que não entenderam, ou não quiseram entender minha crítica, e neste particular incluo o sr. Antonio Carlos Jacinto e a sra. Osnilda Ferreira de Souza, eu quero dizer que sou e continuo sendo totalmente contrário aos pedidos de Páscoa, Natal, Ano novo e outras festividades, não somente aos lixeiros, jornaleiros, carteiros, entregadores de revistas, de gás, e por aí afora. O que eu questiono é o porquê de somente essas categorias trabalhadoras, que eu respeito, e muito, se julgam no direito de pedir ajuda. Ora, a classe dos bancários, da qual me orgulho de pertencer, juntamente com a dos comerciários, industriários, camelôs, vendedores ambulantes, sacoleiras, caixeiros viajante e toda a sorte de assalariados, também estão sentindo na carne os efeitos do arrocho salarial imposto pelo funesto governo FHC.

Entretanto, não vejo nenhuma dessas classes trabalhadoras entregando envelopes de porta em porta, muito embora prestem serviços inestimáveis e tão importante quanto a toda a população. Portanto, continuo questionando e sendo contrário a essa prática. Se somos remunerados por aquilo que fazemos, e achamos que o que ganhamos não é suficiente, temos mais é que mudar de profissão, procurando remuneração melhor, e não querermos repassar nossas necessidades a quem nada tem a ver com isso. Pedidos na nossa porta, principalmente de crianças, embora atendamos, também somos contra. Temos sim que ensinar a pescar e não dar o peixe. Ajuda damos, e muita, àqueles que não podem depender de si próprios para sobreviverem. Ex: Apae, Lar dos Desamparados, Lar Escola Rafael Maurício, Hospital do Paiva, Asilo dos Vicentinos, e inúmeras creches e berçários, distribuídos por toda a cidade e ignorados por nossos governos federais, estaduais e municipais. Estes sim são dignos de toda e qualquer solidariedade, e a eles nos unimos e nos dedicamos em toda e qualquer campanha que necessitem para arrecadarem recursos, para melhorarem um mínimo suas condições de vida. (Argemiro Fernandes - RG. 3.667.521.0)