10 de julho de 2026
Articulistas

Hazel Henderson entrevistada no Brasil


| Tempo de leitura: 3 min

Somente personalidades tal como a economista americana, renomada e brilhante profissional. Talvez tivesse a felicidade, vivendo o quanto tem de capacidade e, portanto, ser bem-vinda - embora de passagem aérea pelo Brasil. Em meados de outubro, quando (num furo de oportunidade/jornalística) não se livrara de ser entrevistada pela jornalista Mariana Barbosa e Flávio Gut - Agência Estado - em excelente entrevista oportuna. Hazel é uma profissional de larga capacitação, ativa e apta em desenvolver importantes projetos avançados. A sua chegada ao Brasil, ainda praticamente na aeronave, entretanto, não escondera seu pouco agrado quanto ao assunto “adoção de novos indicadores para medir riqueza e qualidade de vida das nações - um dos capítulos da agenda 21” reunidos na Conferência Rio 92.

A solicitada profissional é conhecida internacionalmente e especialista analítica no terreno da economia. Foi assim que, para tanto (no presente momento), a senhora Hazel se mostrara envolvente quanto à “adoção” dos indicadores de qualidades de vida das nações, que parece não haverem atingido o suporte que era esperado, nos parece não agradar-lhe.

O importante da presença de Hazel Henderson aqui em nosso país (muito embora apenas de passagem aérea), teria provocado oportunidade, de não menos importância. Contudo, mais importante, segundo um oportunismo de suma importância jornalística. Trabalho rotineiro levado a sério na presença da Agência Estado, através de seus profissionais jornalistas atentos aos “furos”... Particularmente, entendemos haver ocorrido excelente trabalho de profissionais (menção honrosa de oportunidade não perdida), da dupla de profissionais, no proveito do furo jornalístico em questão. Fato ocorrido na ocasião muito próxima da data da eleição do novo Presidente do país. Esta, vencida e largamente festejada pelo PT e seu líder Luiz Inácio Lula da Silva (que embora aprovado no segundo turno, entretanto, com excepcional votação)...

À dupla de jornalistas coube argüir, de maneira excelente e objetiva, a economista Hazel Henderson. Esta se mostrara, segundo as firmes respostas de quem domina infinitos conhecimentos culturais, alerta aos assuntos questionáveis, demonstrando seus excelentes domínios culturais. Por sua capacidade cultural, soube aproveitar-se do assunto (talvez o mais importante para o momento - já que se tratava da recente eleição de Lula. Assim, os jornalistas buscaram auscultar a economista sobre sua avaliação quanto “à sua avaliação sobre a vitória de Lula”. A resposta da passageira argüida veio de imediato: - “Estou muito entusiasmada”. â€œÉ uma vitória da democracia”. Em seguida, se manifestara sobre a primeira fala quanto a questão levantada no primeiro discurso sobre a questão afirmando: “a questão da fome será uma prioridade, mostra um jeito muito diferente de fazer política”. Na seqüência, perguntando-lhe se acredita que ele será capaz de realizar as promessas da redução da pobreza, Hazel referiu-se: “Este é um problema dos líderes em democracias: prometer demais”. Seguindo e dizendo: â€œÉ o mesmo problema”. Citando presidentes do Cone Sul e até do México. Dando um halo de alegria afirmando: “Acho que o Brasil tem grandes chances de se transformar em uma meca de modelos de desenvolvimento alternativos, atraindo pensadores e acadêmicos de todos os cantos do mundo”. (O autor, José Almodova, é professor/mestre em Projeto, Arte e Sociedade. É jornalista e colaborador do JC. E-mail:almodova@ig.com.br)