Em média, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) está registrando de dez a 12 suspeitas de dengue por semana em Bauru. Apesar de desde julho não ter sido notificado nenhum caso positivo da doença, o aumento de suspeitas e a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, preocupam, conta Flávio Tadeu Salvador, coordenador educativo da SMS.
Neste ano, Bauru registrou 119 casos de dengue. O período de chuvas, aliado à grande quantidade de imóveis vazios ou abandonados, são condições ideais para a proliferação do Aedes.
“Em alguns bairros, metade das casas não é visitada pelas equipes de combate à dengue porque estão fechadas. Há muita casa para alugar, para vender e abandonada. A possibilidade de haver criadouros nesses locais é grandeâ€, explica.
Além dos tradicionais locais de proliferação do mosquito, como garrafas com água, pneus velhos e vasos de plantas, Salvador alerta que é comum encontrar criadouros em trilhos de boxe de banheiros e em vasos sanitários. “No caso das casas vazias, o vaso sanitário é um criadouro ideal para o mosquito porque sempre tem águaâ€, explica.
Ele lembra que há, ainda, o risco de casos importados da doença, os contraídos em outras localidades. “Se uma pessoa for picada por mosquito infectado com o vírus da dengue e vier para Bauru no período de transmissão, o risco é grande. Os mosquitos que vierem a picá-las vão contrair dengue e passar para as pessoas que eles picaremâ€, afirma.
Apesar de nenhuma caso de dengue ter sido registrado na cidade nos últimos seis meses, a SMS trata cada suspeita como se a doença estivesse confirmada. “A cada caso suspeito fazemos o trabalho de busca ativa na região e procuramos criadourosâ€, diz Salvador.
O objetivo principal da SMS é destruir criadouros para impedir o aparecimendo do mosquito da dengue. Mas caso a doença seja confirmada e haja mosquitos na região, a Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) pulveriza inseticida na região, para exterminar os insetos.