10 de julho de 2026
Política

Batata deve enfrentar Majô ou Purini

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 3 min

Faltando apenas dois dias para a eleição que definirá o próximo presidente da Câmara Municipal, ainda é arriscado afirmar quem vai assumir o comando da Casa no biênio 2003/2004. Porém, já é possível dizer que o vereador José Carlos Batata (PT) deverá disputar o cargo com Renato Purini (PV) ou Majô Jandreice (PC do B).

O adversário do petista deverá ser conhecido entre hoje e amanhã. Purini e Majô integram o bloco que ficou conhecido como grupo dos 12 e que hoje tem dissidências.

Faria Neto (PDT), por exemplo, preferiu afastar-se do bloco depois que foi informado de que o prefeito Nilson Costa (PPS) tem restrições a seu nome. O pedetista corre por fora na sucessão do Poder Legislativo.

E ele mesmo confirma que pelo menos dois vereadores do grupo situacionista lhe disseram, de maneira franca, de que o prefeito tem restrições a seu nome. “Fico feliz por isso”, alfineta.

O parlamentar do PDT dá sinais de que não está muito disposto a votar no candidato que o grupo dos 12 deverá indicar hoje, cuja disputa afunila-se entre Purini e Majô.

“Vou esperar para definir. Não descarto disputar a presidência, desde que um grupo de vereadores me apóiem. Prego a transparência, a independência e a moralidade na Câmara Municipal”, discursa.

Voto secreto

Segundo o Jornal da Cidade apurou, na reunião que definirá a indicação do grupo dos 12 poderá ocorrer até uma votação secreta para a escolha entre Purini e Majô.

Um vereador que integra o bloco e preferiu não se identificar afirma que Purini já teria oito dos 11 votos internos. Ele espera que o grupo mantenha a única regra pré-estabelecida para a definição de um nome de consenso à presidência da Câmara.

“Ela é simples: aquele vereador que tiver mais votos dentro do grupo, leva a indicação e disputará a eleição de domingo”, explica.

O parlamentar também acredita que os membros do bloco não vão descumprir o acordo. “Na hora da votação, acredito que a palavra de cada um será mantida. Afinal, ninguém mais está no jardim da infância”, brinca.

Além de Majô e Purini, o grupo dos 12 - que agora é dos 11 - é formado pelos vereadores Edmundo Albuquerque (PPS), Osvaldo Paquito (PPS), Walter Costa (PPS), Roberto Bueno (PTB), José Eduardo Ávila (PPB), Leandro dos Santos (PPS), Paulo Eduardo Martins Neto (PFL), José Walter Lelo Rodrigues (PTB) e Pastor Luiz (PL).

Ainda de acordo com especulações de bastidores, o pefelista Martins Neto tem adiantado a interlocutores próximos de que se o escolhido não for Purini, não dará seu voto a Majô.

Suspense

O petista José Carlos Batata garante que sua candidatura está confirmadíssima. Segundo ele, as chances de ser eleito à presidência do Poder Legislativo “são grandes”.

“Continuo em campanha. Estou conversando com todos os vereadores e posso garantir que estou muito próximo do número de votos mínimo para me eleger presidente”, diz, sem dar mais explicações.

Batata guarda a sete chaves as manobras e articulações que está engendrando para conquistar seu objetivo. Ele terá de atrair pelo menos dois vereadores do bloco situacionista - que conta com 11 votos - e ainda desestimular candidaturas que correm por fora.

Além dele, também se declara candidato no mesmo bloco o vereador José Humberto Santana (PV). No mesmo grupo há ensaios de Luiz Carlos Valle (PSB), João Parreira (PSDB) e Paulo Madureira (PPB).