No começo a palavra psicologia era aplicada somente como uma referência acerca da alma das pessoas e coube a Hipócrites e Galeno, na Grécia Antiga, dar-lhe significado mais naturalístico quando, tentando superar o misticismo criado em seu torno pela medicina daquela época, conceberam ambos os sábios progressos fisiológicos que passaram a fazer dela uma nova psicologia. E acertaram em cheio, pois no decurso do Século XIX movimentos filosóficos, adeptos da filosofia experimental, vestiram a nobre designação com a vestimenta de uma ciência natural. Contudo, somente após 100 anos de sua transformação, ocorrida em função do avanço técnico-científico eclodido logo após a Segunda Guerra Mundial, teve início ela como profissão específica, no início voltada para a readaptação de ex-combatentes à vida pessoal e, posteriormente, com objetivos trabalhistas, isto porque considerada fundamental ao desenvolvimento sócio-econômico do mundo que se modernizava. Daí, seu salto tríplice, em razão do qual há hoje psicologia médica, psicologia escolar e psicologia industrial, esta especialmente no Brasil, onde a manufatura de bens, de uma infinidade de gêneros, ganhou enorme velocidade exatamente após a conflagração bélica internacional. Nessa área, o psicólogo industrial tem por finalidade ações relacionadas a vários setores de uma empresa, objetivando mais produtividade e mais satisfação para o pessoal nas suas múltiplas funções. Conseqüentemente, suas responsabilidades se agrupam nas áreas de seleção de pessoal, avaliação de recursos humanos, treinamento de funcionários e intervenção psicossocial. Nas cidades maiores do País detecta-se restrita utilização de profissionais dessa natureza, não obstante ser grande o número de indústrias de porte em cada uma, o que decorre indubitavelmente da falta de uma consciência mais aguda, mais elástica, do patronato em geral sobre a importância das aptidões dos psicoterapêutas no âmbito de suas organizações, nas quais têm eles possibilidades de desenvolver e aprimorar iniciativas que certamente levarão à verdadeira ciência do comportamento humano ou à ciência das imprescindíveis atividades desse utilíssimo tipo de profissionais. Precisariam todos saber que a psicologia está em alta e não pode deixar dessa condição. É a nossa opinião. (O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado)