11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Economia & Negócios

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

• Verão

O verão começa em uma semana. Empresários de alguns setores já começam a suar só por ler essa frase, mas não porque pensam em tomar sol e curtir a estação numa bela praia, e sim porque sabem que é chegada a hora de trabalhar muito para evitar que a estação mais quente do ano esfrie as vendas. Segundo o presidente da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP), Abram Szajman, em janeiro verifica-se uma queda de até 9% no faturamento real do setor em relação à média do resto do ano.

• Dívidas

Os motivos são o esvaziamento da região metropolitana de São Paulo - assim como também ocorre em Bauru -, a queda no orçamento disponível por conta de dívidas de início de ano (como matrícula e material escolar, IPVA e IPTU) e prestações resultantes das festas de dezembro. Para contornar esse problema, a recomendação de especialistas da área é planejar muito bem o fluxo de caixa e agir com criatividade.

• Sazonal

Diante da inevitável sazonalidade, o empreendedor tem que procurar soluções para minimizar os danos. Especialistas de mercado dizem que, se os freqüentadores de um determinado negócio “desaparecem” durante o verão, pode ser interessante focar o produto ou o serviço da empresa em outros segmentos de público. É possível, por exemplo, atrair a atenção da população de baixa renda, mais especificamente, com promoções.

• Faturamento

Dados da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH-SP) mostram que o setor de turismo sofre muito nessa época. Quem tem resort em praias fatura mais no verão, mas na cidade de São Paulo, a ocupação média dos hotéis chega a cair pela metade em janeiro. O mesmo ocorre em Bauru, quando cai muito a procura por hotéis. A situação é oposta a outras épocas do ano, quando a rede hoteleira da cidade é disputada por empresas que realizam convenções na região.

• Virando o jogo

Para virar o jogo, uma boa saída é associar-se a empresas de variados portes para oferecer descontos conjugados. Hotéis e pousadas podem fazer parcerias com teatros, casas de shows, companhias de táxi ou ônibus e lojas de vários setores. Uma das possibilidades que o setor de eventos discute para alavancar o turismo de negócios no mês de janeiro é oferecer uma quantia em dinheiro para cada visitante que as empresas organizadoras de eventos conseguirem trazer para a cidade nessa época.

• Reserva

Por via das dúvidas, é melhor fazer um planejamento orçamentário austero para a época, prevendo dificuldades. É recomendado que os empresários criem uma reserva nos meses de alta para compensar os tempos mais “magros”. Além disso, é importante que as empresas não contraiam dívidas altas cujo vencimento seja nessa época, pois a movimentação de caixa em janeiro pode não dar conta do recado. Outras opções são dar férias para os empregados e diminuir o horário de funcionamento, evitando horas extras.

• Perigo

Fechar a empresa durante o período de verão é uma medida perigosa, pois pode fazer com que os clientes percam definitivamente o costume de frequentá-la. Diversificar o produto -acrescentando um quiosque de sorvetes a uma loja, por exemplo - pode ser uma boa alternativ. Contudo, muito cuidado para não exagerar. Não é aconselhável mudar totalmente a “cara” do lugar, que pode ficar descaracterizado e virar outro negócio.

• Planejar

Fazendo um planejamento antecipado e adequado às necessidades e características do negócio, é possível reverter o quadro inicialmente negativo e registrar rendimentos significativos. Além disso, investir em outras opções, que não as tradicionais daquele negócio, pode fazer com que a empresa em questão conquiste novos clientes, que poderão voltar a freqüentar o estabelecimento em outras épocas do ano.