11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Ceias de Natal estão até 25% mais caras do que em 2001

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

A alta do dólar e outros fatores da economia nacional deixaram a ceia de Natal do brasileiro mais cara neste ano. Empresários da área estimam que, em comparação com o ano passado, houve uma elevação de 15% a 25% nos preços de itens típicos desta época. Para não gastar muito, a dica é criatividade e mais produtos nacionais na ceia, que já estão sendo os mais procurados pelos consumidores.

De acordo com o gerente de compras de uma rede supermercados de Bauru, Paulo Sanches, produtos importados como castanhas, frutas secas e bebidas apresentam preços até 40% mais altos que em 2001.

Contudo, produtos nacionais também apresentam alta. A castanha do pará chega a registrar elevação de 200% sobre esse mesmo período do ano passado. O aumento é atribuído à exportação do produto em 2002, segundo explica Sanches.

Comparando o valor da castanha, que vai de R$ 3,42 a R$ 4,00, ela ainda é uma boa alternativa diante do preço das nozes, vendidas por preços que vão de R$ 7,42 a R$ 8,50.

Os supermercados de Bauru têm oferecido aos consumidores produtos de fabricação própria que são similares aos das grandes marcas, segundo afirma Marcos Renato Lourenção, gerente de compras de uma rede varejista da cidade.

De acordo com ele, o panetone é um dos produtos mais caros em relação a 2001, com preços até três vezes superiores. “Nosso panetone custa de R$ 2,70 a R$ 2,99, enquanto algumas marcas apresentam preços de até R$ 7,00. Isso faz o consumidor optar pelos produtos similares”, conta.

Paulo Sanches acredita que neste ano as pessoas irão optar por produtos nacionais e por marcas similares para fugir das altas do mercado. Ele diz que existem opções que podem facilitar o orçamento e não prejudicar a qualidade da ceia. Produtos como peru, que em média custa R$ 5,00 o quilo, podem ser trocados por uma ave chester, encontrada por até R$ 2,89 o quilo.

Outro exemplo citado por Sanches é o tender defumado, encontrado por R$ 18,00 o quilo, que pode ser substituído por um pernil temperado, à venda por R$ 8,00. Mais uma opção é o pernil congelado, que varia de R$ 4,90 a R$ 5,50, em média.

Lourenção acredita que o consumidor vai gastar até 15% mais do que no ano passado, enquanto Sanches aponta uma elevação de 25%. Ambos acreditam que o consumidor terá que usar a criatividade para driblar os aumentos de preços.

As bebidas também apresentam grande variação. As champanhes, tradicionais nesta época, podem ser encontradas por preços de R$ 19,00 a R$ 100,00, em média, nos supermercados. Já as cidras variam de R$ 2,20 a R$ 2,78, segundo descreve Sanches.

As sobremesas também dependem da opção do cliente. Sanches aponta as frutas nacionais tropicais como a melhor opção, além do figo em calda e outros pratos. O figo é encontrado de R$ 2,39 a R$ 3,50; já as frutas em período de safra apresentam bons preços. As uvas vão de R$ 1,99 a R$ 3,00, a melancia de R$ 0,49 a R$ 0,69 e o pêssego nacional varia de R$ 2,39 a R$ 3,50, segundo Sanches.

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Ceias de R$ 75,00 a R$ 230,00

Quanto gastar com a ceia de Natal? A resposta varia de acordo com o bolso de cada um. A empresária do ramo de alimentação Eliane Pompeo aponta ceias que vão de R$ 75,00 a R$ 230,00. Anote algumas alternativas.

R$ 75,00 Salada de folhas com frutas Arroz com passas Pernil fatiado à califórnia Farofa salgada Doces caseiros

R$ 100,00 Salada tropical Arroz com castanhas Lombo recheado Farofa doce Mousse de frutas

R$ 130,00 Salpicão Arroz com passas e castanhas Tender com molho de abacaxi Farofa doce Surpresa de pêssegos e nozes

R$ 230,00 Salada verde com mousse salgada Camarão na moranga Purê de maçã Arroz com amêndoas Mousse de chocolate ao rum