07 de julho de 2026
Auto Mercado

Editorial

Da Redação
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As informações são da Agência Estado. A indústria automobilística iniciará 2003 com nova onda de reajustes. Em janeiro os carros terão outro aumento de até 5%, índice já aplicado em novembro e dezembro.

O presidente da Ford, Antonio Maciel Neto, disse que promover aumentos “conta-gotas” é uma alternativa que as empresas estão adotando para repassar parte dos custos acumulados nos últimos meses. Só o aço subiu mais de 40% e a borracha, 35%.

Nos últimos meses, os preços de atacado (tabela) dos automóveis subiram em média 10% mas, no varejo, o aumento ficou entre 5% e 7% por conta de descontos que fábricas e lojas oferecem. “Os repasses só não são maiores porque ainda apostamos na queda do dólar no primeiro trimestre”, disse Maciel.

O mercado de veículos está em queda, mas a indústria afirma não ter como absorver todo o aumento de custo da produção. A previsão dos fabricantes é de encerrar o ano com vendas de 1,5 milhão de unidades, uma queda de 6% ante 2001.

A previsão para 2003 é de estagnação. A Ford, entretanto, registra crescimento de 15% nas vendas. A participação no mercado aumentou de 7,4% para 9,2% e, para 2003, a expectativa é ganhar novos pontos, disse o presidente da Ford América do Sul, Richard Canny. Segundo ele, a montadora, que passa por uma reestruturação, está progredindo, mas ainda terá prejuízos neste ano. “Em 2003 alcançaremos o equilíbrio.”

A Ford vai adotar medidas como a ampliação do índice de nacionalização de componentes para diminuir o impacto cambial em suas operações. No primeiro trimestre a empresa realizará, na Bahia, uma exposição de itens hoje importados e incentivará empresas locais a produzirem esses componentes.

A montadora também pretende iniciar janeiro com quadro de pessoal mais enxuto na fábrica do ABC, onde emprega 4 mil funcionários. Na semana passada anunciou um programa de demissões voluntárias.