Madrid - A Fifa oficializou ontem o que todos já esperavam. Ronaldo foi eleito pela entidade o melhor jogador do ano de 2002. É a terceira vez que o “Fenômeno†conquista este prêmio, já que tinha sido eleito em 1996 e 1997.
O goleiro alemão Oliver Kahn ficou em segundo lugar e o francês Zinedine Zidane, em terceiro. O craque brasileiro recebeu o troféu das mãos do técnico Luiz Felipe Scolari em uma cerimônia realizada ontem em Madrid, Espanha.
A eleição foi realizada com 148 treinadores de seleções de todo o mundo, que escolhem três atletas, sendo que nenhum deles pode ser da sua nacionalidade. Ronaldo ficou com um total de 387 pontos, contra 171 de Kahn e 141 de Zidane.
Os brasileiros Roberto Carlos e Rivaldo terminaram em quarto e quinto, respectivamente, com 114 e 92 pontos. Ronaldo foi indicado o melhor por 59 dos 148 técnicos com direito a voto.
A cerimônia coroou um ano especial para o brasileiro. Além de afastar os problemas no joelho que o atormentavam há dois anos, Ronaldo conquistou o penta mundial com o Brasil, foi artilheiro da competição e campeão do Mundial Interclubes com o seu novo clube, o Real Madrid.
A boa campanha na Copa rendeu diversos prêmios. Além do prêmio da Fifa, ele ganhou também o de melhor jogador pela revista inglesa World Soccer e o Onze de Ouro, da revista Onze Football. Anteontem, foi a vez da Bola de Ouro, da revista France Football, oferecida ao melhor jogador da temporada.
Ronaldo acumula o terceiro prêmio da Fifa em sua carreira. Em 1996, Ronaldo, aos 20 anos, tornou-se o jogador mais novo a ser eleito pela Fifa como o melhor do ano. Depois de fazer 42 gols em duas temporadas pelo PSV Eindhoven, da Holanda, ele foi para o Barcelona, clube pelo qual voltou a levar o prêmio em 97, ao marcar 34 gols em uma brilhante temporada.
Esta foi a primeira vez na história da premiação que um único clube, neste caso o Real Madrid, tem três jogadores entre os quatro melhores do mundo. Após um ano cheio de realizações e prêmios, Ronaldo disse que foi uma grande honra receber ao prêmio da Fifa.
“Não conheço exatamente os critérios (para a escolha), mas estou muito feliz. Especialmente após dois anos contundido, período em que tive muitos momentos de dúvida. Mas graças a Deus, tudo correu bem como havia sonhado: o Mundial, os títulos individuaisâ€, disse o craque.
“Terminar o ano assim é a recompensa para dois anos de trabalho. O Mundial foi importante, mas também o Inter e o Real. Não sei a quem devo maisâ€, confessou.
Ao ser perguntado a quem dedicava o prêmio, disse: “Há muitas pessoas a quem tenho que dedicar este título, mas quero dedicá-lo especialmente à equipe médica que me permitiu recuperar este nível.â€
“Penso no professor (Gerard) Saillant (que lhe operou o joelho na França), no médico do Inter, Franco Combi, no preparador físico Nílton Petrone e em Claudio Gaudino (preparador físico do Inter), que me acompanharam esses dois anos. Também quero dedicar o prêmio a minha família e a meus amigosâ€, completou.
Ronaldo não se esqueceu de quem o ajudou dentro de campo. “Ganhar títulos como este me dá muita felicidade. Mas não é possível ganhar sem os companheiros do clube ou da seleção, e por isso, divido com eles este títuloâ€, finalizou.