A Secretaria Municipal de Obras deu início ao processo licitatório para a contratação da empresa que vai pavimentar 183 quadras de ruas de terra de 19 bairros do município. Se o processo não sofrer impugnação e transcorrer sem imprevistos, a execução do serviço se dará entre final de janeiro e fevereiro.
A previsão é do secretário responsável pela pasta, Antonio Carlos Duarte. Ele contará com um orçamento de R$ 3,7 milhões para amenizar a queixa de moradores insatisfeitos com a buraqueira generalizada.
Esta nova concorrência pública prevê a execução de 130 mil metros quadrados de pavimentação asfáltica em ruas de terra, além de implementação de serviços de guias, sarjetas, rampas para deficientes, adequação de postos de visita e assentamento de canaletas para escoamento de águas superficiais.
Para tanto, na próxima segunda-feira, serão abertos os envelopes de documentação das empresas interessadas em fazer o serviço. Enquanto isso, os moradores continuam procurando o JC para reclamar de buracos até em vias públicas recentemente pavimentadas, como é o caso da alameda Athenas, quadra 3, no Parque Santa Edwirges.
O local recebeu asfalto há cerca de três meses e já conta com dois buracos, que seriam resultantes da correnteza da chuva. “A enxurrada estourou o asfalto porque não tinha guia na rua. Por duas vezes a via já recebeu reparoâ€, explica o morador José Teodoro.
Maria Pereira da Silva vive problema semelhante na quadra 4 da rua Cyro Wenceslau, no Jardim Ferraz. O asfalto cedeu em frente a casa dela. No mesmo quarteirão, um buraco foi aberto pelo Departamento de Água e Esgoto (DAE) e ainda não foi fechado com asfalto. O local recebeu pavimentação há menos de seis meses.
“A alameda Athenas está sendo reparada hoje. Já a Cyro Wenceslau está com a pavimentação prejudicada devido à rede de esgoto do DAE e ramais domiciliaresâ€, informa Duarte.
Obras da autarquia municipal também teriam danificado o asfalto da quadra 24 da Bernardino de Campos, no Jardim Jussara. “Já estiveram aqui para arrumar em várias ocasiões. Eles tiram a água e arrumam o problema, que retorna mais tarde. Os motoristas precisam desviar dos buracosâ€, queixa-se Ana Paula Cechine Alves, que tem um comércio no local.
Uma equipe do DAE esteve lá e descartou o vazamento. Informou que o caso é resultante de água empoçada, já o que local não dispõe de galeria de água. No Jardim Ferraz, os funcionários confirmaram o vazamento num ramal e garantiram iniciar o reparo na manhã de hoje.
Conforme matéria publicada anteontem pelo JC, a assessoria de imprensa da autarquia tem justificado o atraso na pavimentação de algumas vias abertas para reparos devido às dificuldades da usina de asfalto em fornecer material e à umidade do tempo em dias de chuva, que inviabiliza o trabalho.
Usina de asfalto
A partir do início do próximo ano, a usina de asfalto não será mais empecilho. Ela sofrerá um reparação geral da ordem de R$ 130 mil e permanecerá cerca de um mês desativada. “Para evitar transtornos neste período, já estamos fazendo a compra de 1,5 mil de toneladas de concreto asfáltico para garantir a normalidade dos nossos trabalhosâ€, informa o secretário de obras.
De acordo com ele, seriam necessários no mínimo R$ 500 mil para substituir a usina de asfalto por outra semelhante mas mais moderna.
“Ela foi construída em 1974 e tem os seus problemas. Uma outra dificuldade que enfrentamos é o realinhamento de preços dos produtos derivados do petróleo utilizados na massa asfáltica. Em seis meses, os custos subiram cerca de 80% e para absorvê-los temos de analisá-los e reformular contratosâ€, ressalta Duarte.