08 de julho de 2026
Bairros

Grupo quer tirar feira da Rio Branco

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Moradores da quadra 3 da rua Rio Branco protocolaram um abaixo-assinado na Secretaria Municipal de Agricultura pedindo o fim da feira que vem sendo realizada na rua aos domingos pela manhã.

Há meses incomodados com o comércio dos mais variados produtos e até animais nas calçadas em frente às suas casas, eles afirmam que o local está tornando-se extensão da “feira do rolo”, que é realizada na esquina, na rua Júlio Prestes.

O bancário Francisco Lemos de Almeida conta que não consegue dormir direito de sábado para domingo há muito tempo. “Para pegar lugar, eles chegam muito cedo. Por volta da 1h da madrugada já tem gente descarregando o carro em frente de casa. Além do barulho do motor do carro e das coisas que são tiradas de dentro, eles ficam ouvindo som em volume alto”, conta.

Ele relata que toda madrugada de domingo mais de 20 pessoas montam barracas na quadra 3. “Eles vendem de tudo: de calota de pneu a pato vivo, passando por panela velha”, diz. Almeida sugere que os vendedores sejam cadastrados pela prefeitura e a feira seja transferida para o Sambódromo e passe a ser fiscalizada pelas polícias Civil e Militar.

Ele lembra que no último domingo as polícias Civil e Militar apreenderam vários objetos de origem suspeita na “feira do rolo”. “Essa feira tem que ser monitorada, fiscalizada porque deve mesmo ter produto de furto sendo vendido lá, como a polícia constatou com a blitz feita no domingo passado”, lembra.

O aposentado José Roberto Alves Olivato, que também subscreveu o abaixo-assinado, diz que já chegou a discutir com as pessoas que montam barracas na frente de sua casa. “Já levantei no meio da noite para pedir que reduzissem o volume do som e me ameaçaram”, diz.

Além do barulho, Olivato reclama da sujeira deixada em frente sua casa. “Eles vendem animais aqui. Um dia é leitão, no outro cabrito. Outro dia acordei e tinha dois cavalos amarrados à grade da minha casa. Quando a feira acaba, fica a sujeira para a gente limpar”, frisa.

Ele afirma que a ‘feira do rolo’ da rua Júlio Prestes não causa problemas, mas cobra a proibição do comércio na quadra 3 da rua Rio Branco. “São pessoas que chegam e montam as barracas de panela, sofá e outras coisas velhas; leitão, cabrito e tudo mais. E ninguém tem alvará, autorização da prefeitura”, afirma.