10 de julho de 2026
Economia & Negócios

Prefeitura interdita centro de eventos por falta de alvar

Gabriel Garcia
| Tempo de leitura: 2 min

Com uma liminar em mãos, funcionários da Prefeitura Municipal de Bauru interditaram na tarde de ontem o Centro de Convenções Mixage, na praça Portugal, onde está sendo realizada uma feira desde o dia 6. O motivo é a falta de alvará de funcionamento para o evento. Mesmo sob pena de pagar multa diária de R$ 20 mil, os organizadores da feira reabriram as portas no início da noite.

De acordo com o procurador geral do município, José Roberto Anselmo, a prefeitura concedeu alvará do estabelecimento, mas o de funcionamento da atual feira teve o prazo expirado no último dia 12. Segundo a lei municipal, alvarás para eventos desse tipo são limitados em sete dias.

Anselmo relata que a proprietária do centro de convenções, Sirlene Maria Cezarin, conhecida por Mariah, chegou a pedir um segundo alvará, válido até o dia 23, que foi negado. “Tem um intervalo em que ela trabalhou sem alvará. Nós deferimos o primeiro e percebemos que ela começou a trabalhar sem alvará no dia 13. Então, nós paralisamos o deferimento do segundo”, explica o procurador.

A gerente do Mixage, Marlene Ferreira, rebate a alegação da prefeitura argumentando que os expositores são todos funcionários da Mariah Eventos. “Nós não fizemos uma feira, mas uma promoção de Natal, em que a responsabilidade é única e exclusivamente da Mariah, que registrou todos os que estão trabalhando aqui e recebeu todas as mercadorias consignadas”, diz.

Por outro lado, o procurador Anselmo afirma que os expositores não são funcionários da Mariah, e sim proprietários de outras firmas. “Nós temos alvará de todas as empresas que estão lá dentro, que são 73. Então, as empresas estão todas trabalhando para ela (Mariah)?”, indaga.

Antes da interdição, os organizadores do evento estavam pagando multa diária de R$ 300,00 para a prefeitura. Com uma decisão proferida anteontem pelo juiz da 6.a Vara Cível, Ubirajara Maintinguer, a multa foi elevada para R$ 20 por dia. Mesmo assim, a gerente Marlene afirma que o centro de convenções prefere pagar a multa diária e reabrir as portas.

O procurador declara que, se a feira reabrir, a interdição será feita diariamente até o final do evento, marcado para o dia 23. “Todos os dias nós vamos fazer a interdição, o boletim de ocorrência, todos os dias vai dar crime de desobediência e serão R$ 20 mil para pagar”, diz Anselmo.

Na opinião de Marlene, a interdição pode se dever, em parte, a motivos pessoais, pois a organização do evento foi multada “sistematicamente”, incluindo funcionários. Anselmo, por sua vez, declara que está apenas cumprindo a lei. “Nós pegamos no pé de quem desrespeita a lei”, diz.