10 de julho de 2026
Economia & Negócios

Motivo da medida gera polêmica

Gabriel Garcia
| Tempo de leitura: 1 min

O Centro de Convenções Mixage recebe cerca de 1,5 mil pessoas por dia em eventos como o atual, próximo ao Natal. Ontem, após a interdição, alguns consumidores estavam descontentes com o fechamento do local.

A cabeleireira Nanci da Silva, 45 anos, aguardava na tarde de ontem a reabertura do local. “Estou esperando já há duas horas. É a quarta vez que venho aqui”, diz ela, que discorda da interdição. Na opinião da esteticista Jocileide Caetano de Lima, 33 anos, houve pressão de comerciantes da cidade para o fechamento. “Para mim, tem envolvimento de gente muito grande nisso”, afirma.

A comerciante Nilva Soares, 54 anos, montou um estande de semijóias e bijuterias no Mixage, e declara que as vendas não atrapalham seu outro estabelecimento, no Centro. “Sou comerciante também do Calçadão e não está atrapalhando em nada”, diz. Ela afirma que é funcionária da Mariah Eventos, mas admite que paga uma espécie de comissão para trabalhar.

Uma das vendedoras do local, Iraceli Nunes, 18 anos, revela que não tem registro em carteira, mas defende a abertura do evento. “Veio uma senhora do shopping dizendo que estava tirando a clientela de lá e do Centro, mas foi aqui que abriu uma porta de emprego para mim”, diz.

Segundo o presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru (Acib), Cássio Carvalho, não houve pressão por parte dos comerciantes para a interdição do local, mas há reclamações. “Há uma reclamação grande do comércio. Atrapalha muito as vendas das galerias daquela região”, ressalta.