Foi com revolta que li neste matutino, na página 5, “Banespa pode demitir 1,3 mil funcionáriosâ€. A excessiva abertura por Fernando Henrique Cardoso ao capital estrangeiro constituiu-se em uma verdadeira calamidade para o Brasil. Exemplo gritante é o estado em que se encontra a antiga Rede Ferroviária Federal, outrora NOB, pólo de atração e emprego que trouxe prosperidade e pujança a Bauru.
Lastimavelmente, o Banespa foi vendido, “dado de presenteâ€, ao grupo europeu, da Espanha, o Santander. Conforme o autor Mário Schmidt, em seu livro “Nova história crítica da Américaâ€, “os espanhóis foram os campeões mundiais de assassinatos do século XVIâ€. O espanhol Hernán Cortes entrou com seus soldados em 1521 deixando no caminho um mar de sangue e ódio. O rei asteca Montezuma foi aprisionado e morto. Entre os grandes feitos dos conquistadores estava o de pegar os bebês e atirá-los aos cães famintos. As mães choravam desesperadas enquanto os militares brindavam ao rei da Espanha. E assim foi dizimado o povo asteca.
Também Francisco Pizarro dizimou os incas. Os índios eram amarrados e seus corpos nus cravados por espetos. Em seguida seus braços e pernas eram queimados lentamente na fogueira. Os soldados espanhóis competiam entre si para ver quem conseguia cortar fora maior número de narizinhos de crianças. Tudo isso pelo ouro e pela prata. E isso sem falar que na “Santa Inquisição†não houve nenhum povo com maior crueldade contra os judeus, queimando-os vivos na fogueira para ficarem com seu dinheiro.
E agora fazem demissões em massa para trocar por funcionários por preços menores, por “jovens bonitinhas†em nome da desmoralização da mulher - o apelo sexual, colocando máquinas que não reclamam de horas extras no lugar do ser humano.
Pais de família na rua. Assim agem os estrangeiros, trazendo a miséria, investindo fora e não em nosso país, explorando como no passado.
Precisamos com urgência de uma lei antitruste. Chega de exploração. Conclamamos os correntistas, os bauruenses, que ajam contra essa exploração do capital estrangeiro. Precisará dom Pedro sair de seu túmulo e gritar de novo “independência ou morteâ€? (Amilton Marques Sobreira - RG. 9.282.292)