08 de julho de 2026
Articulistas

Palavras e gestos...


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Normalmente, a pronúncia de palavrões (termos obscenos) é objeto de críticas. Verberam-na porque ela leva sempre aos ouvidos dos circunstantes conotações desonrosas, maliciosas ou pejorativas, o que resulta em deseducação das pessoas. E tudo não somente quanto a crianças e adolescentes como a adultos, uns e outros por incluírem em seus vocabulários as péssimas expressões que aprendem. É um problema sério para os pais, ou seja, para aqueles que, não adotando palavrões em seus lábios, não desejam que os filhos os adotem.

O que dizem as palavras? Têm condições para dizer tudo, bastando o movimento da garganta e da boca devidamente inspirado pelo pensamento. Então, constituem perigo uma vez que, circunstancialmente transformadas em palavrões, complicam tanto para os que os pronunciam como para os que as escutam, como já frisamos. Semana passada, um especialista feriu o assunto junto à reportagem do JC alertando para a “influência da palavra na melhoria do cotidiano” ao afirmar que a melhor forma de suscitar a educação dos seres é “policiar o uso das expressões negativas. Este conceito - frisou - as pessoas devem utilizar em todos os setores da sua vida”.

Temos aí colocações inteligentes e objetivas, não há como negar, as quais servem também no tocante aos gestos obscenos veiculados sem qualquer recato por certos adultos e, então, maldosamente reproduzidos por menores no recesso de seus lares e fora dele e que acabam por acompanhá-los ao longo de suas existências, machucando parentes e amigos com suas insinuações grotescas. Então, um sistema de educação da palavra para evitar palavrões, e dos gestos, para abafar obscenidades, seria bem festejado pela sociedade como uma conquista altamente benéfica para a cultura humana, que tem necessidade de ganhar todo o tamanho das melhores estruturas e, ao mesmo tempo, perder o linguajar das incorreções vocais que a impulsiona para a devassidão dos maus ambientes, ao que se acrescentaria a urgência da contenção de gestos abruptos que uns e outros trocam com as mãos e os dedos na intenção de interpretar opiniões que nada mais são que vexatórias e, por isso, contraditas da educação social da coletividade. É a nossa opinião. (O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado).

PS: Agradecemos, retribuindo, as simpáticas mensagens natalinas com que nos distinguiram os amigos Maria Rosa e Carlos Brasil dos Santos, Carmina Simalha, Pedro Ítalo Rigitano, José dos Santos Simas, Milton Silles de Freitas e Luiz Curi Júnior, executivo de negócios do JC.