09 de julho de 2026
Geral

IDH classifica Bauru em 179º lugar no País e 48º no Estado

Da Redação com Agência Folha
| Tempo de leitura: 3 min

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de Bauru está entre os 200 melhores do País, segundo o novo atlas do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), divulgado ontem. O município figura na 179.ª colocação entre as 5.507 cidades brasileiras avaliadas. No Estado de São Paulo, ele ocupa o 48.º lugar.

O índice de desenvolvimento humano é baseado no cálculo de três indicadores: educação, renda e logenvidade. O novo atlas foi feito com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia Estatísticas (IBGE) de 2000 e o anterior, de 1991.

Apesar da cidade ocupar uma posição mais favorável que municípios próximos como Jaú e Marília, classificados em 237.ª e 213.ª, respectivamente, está bem atrás de Araçatuba, Presidente Prudente e especialmente Ribeirão Preto (veja quadro ao lado).

De acordo com os dados, a esperança de vida ao nascer em Bauru é de 70,4 anos, enquanto em Ribeirão é de 74 anos. Já as taxas de alfabetização de adultos e de frequência escolar não são muito diferentes. Por aqui é de 94% e de 83% e em Ribeirão de 95% e 85%, respectivamente. A renda per capita tem diferença de pouco mais de R$ 39,00. Em Bauru é de R$ 500,270 e em Ribeirão, de R$ 539,837.

Os números não parecem distantes, mas são responsáveis por um salto de 157 posições, entre as duas cidades no comparativo do País.

O avanço dos índices de desenvolvimento humano municipais não mostrou uma redução geral nas desigualdades. Se o Brasil avançar na mesma velocidade média que ocorreu entre 1991 e 2000, os 2 mil últimos municípios da lista, ou seja, mais de um terço das cidades brasileiros, levariam pelo menos 40 anos para ser uma São Caetano, a primeira do ranking, no ABC Paulista (leia mais na página 17).

A desigualdade entre as regiões do País é gritante. Das 50 localidades com IDH mais alto, 49 estão localizadas nas regiões Sul e Sudeste - a outra é Fernando de Noronha, que vive do turismo de alto nível.

O arquipélago é o único representante do Nordeste também entre as 100 melhores, que tem apenas outras três cidades fora do Sul e Sudeste: a capital federal, Brasília, Campos de Júlio, no Mato Grosso, e Chapadão do Céo, em Goiás. Estas duas, com rica atividade agrícola.

â€œÉ o mapa do progresso e o retrato da desigualdade”, definiu o assessor para desenvolvimento sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU), José Carlos Libânio.

São Caetano, a primeira no ranking, tem IDH de 0,919 - se fosse um país, estaria na 19.ª posição, hoje ocupada pela Nova Zelândia, entre 173 nações, deixando para trás europeus como Itália e Espanha e asiáticos como a moderna Coréia do Sul.

A cidade de Manari, a última, no sertão pernambucano, tem IDH de 0,467, o mesmo que de Madagáscar - sua renda per capita é a pior do País, de R$ 30,43 mensais apenas.

Diferenças

Na educação, São Caetano tem superávit de 8 mil vagas nas escolas. Em Quixelã, Pernambuco, apenas 40% das pessoas em idade escolar freqüentam as aulas. O analfabetismo em Santo Amaro da Imperatriz, a melhor neste quesito, não chega a 3% - em Jordão, no estado do Maranhão, 60% não sabem ler ou escrever.

A cidade do ABC paulista tem expectativa de vida de 78,2 anos, a mais alta do País. Em Centro do Guilherme, no Maranhão é de apenas 55,7 anos. Ou seja, na comparação de duas cidades do mesmo País vive-se duas décadas a menos.

Entre os Estados, os cinco com maiores índices de desenvolvimento são o Distrito Federal (0,844), São Paulo (0,814), Rio Grande do Sul (0,809), Santa Catarina (0,806) e Rio de Janeiro (0,802), todos em uma faixa de IDH considerada alta. Exceto pelo DF, todos estão nas regiões Sul e Sudeste.

No outro extremo do País, estão os cinco com IDH-M mais baixo: Alagoas (0,633), Maranhão (0,647), Piauí (0,673), Paraíba (0,678) e Sergipe (0,687).