Praças e centros esportivos são dois itens que engrossam a lista das reivindicações das associações de moradores para o próximo ano. Apesar da carência de itens básicos, como escola, creches e asfalto em algumas áreas, muita gente está requisitando locais de lazer e distração para a população, principalmente crianças e adolescentes. “Temos vários problemas por aqui, mas acho importante ter um espaço para os jovens desenvolveram as suas habilidades, longe das ruasâ€, destaca Jair Pinto, da Associação de Moradores do Parque Santa Terezinha.
No Núcleo Mary Dota, um dos maiores bairros da cidade, o desenvolvimento é visível. Há um forte comércio, escolas, asfalto e posto policial. No entanto, os moradores estão lutando para ter um centro comunitário no bairro, que é carente de área de lazer. “Já indicamos um terreno para a prefeitura e temos uma verba para construir o centro comunitário. Mas ainda falta a aprovação da administração municipalâ€, explica Lairson Antonio de Souza, diretor social da Associação dos Mutuários, Moradores e Amigos do Mary Dota.
O mesmo acontece com a Vila Falcão. O presidente da Associação de Moradores do bairro, que engloba ainda a Vila Souto e a Vila Bela, Carlos Alberto Garcia, também diz que a principal reivindicação da região é a construção de um centro comunitário. “Nós temos uma boa infra-estrutura aqui, mas ainda falta um espaço para o lazer da populaçãoâ€, salienta.
Mãos à obra
Uma das maiores expectativas dos moradores do Núcleo Geisel para 2003 não depende do Poder Público, e sim, dos empresários da cidade.
Há cerca de cinco meses, um dos maiores pontos comerciais do bairro - um supermercado - foi fechado, o que acabou trazendo problemas para a população. “Além de ter gerado desemprego, já que muitos funcionários moravam no Geisel, o fechamento do supermercado dificultou a vida dos moradores, que agora têm de ir longe para fazer as suas comprasâ€, diz Ismael Martins Borges, presidente da Associação de Moradores do bairro.
Ele salienta que, com o fechamento da empresa, o movimento no bairro caiu e os comerciantes locais também acabaram tendo prejuízo. “Antes as pessoas circulavam por aqui. Agora, fazem as compras fora e não compram no bairroâ€, destaca.
Outro problema sério atestado no núcleo é a falta de água. Como a região cresceu muito nos últimos anos, a rede de abastecimento não é suficiente para atender a demanda. “Sempre é feito rodízio e ficamos sem água durante um certo períodoâ€, explica Borges.
A manutenção dos equipamentos públicos, em alguns casos, é feita pelos próprios moradores.
É o que pode ser visto no Bosque Comunitário. Tanto os brinquedos quanto a quadra poliesportiva são mantidos pelas pessoas que residem nas proximidades. “Cada um contribui como pode para deixar o local bem-arrumadoâ€, explica Borges.
Na Vila Industrial, o asfalto mais uma vez é lembrado como a principal reivindicação para 2003. Thiago Pelusi Vendramini, representante da Associação de Moradores do bairro, diz que a Secretaria Municipal de Obras prometeu que, entre fevereiro e março, deverá asfaltar as transversais da rua Ori Pinheiro Brisola, um dos grandes problemas do local.
Já no Parque Santa Cândida, a principal reivindicação para 2003 é a construção de uma Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef). De acordo com Gerson Bernardes, presidente da Associação de Moradores do Parque Santa Cândida e Mutirão Leão 13, as crianças não têm onde estudar no bairro. “A escola mais próxima fica na Vila Dutra e é muito distante para os estudantesâ€, diz.
Ele diz que a licitação para a construção do estabelecimento de ensino já foi feita, mas a prefeitura ainda não deu início às obras. “Dizem que vão fazer em 2003, mas não temos certeza de nadaâ€, salienta.
A secretária municipal do Planejamento, Maria Helena Rigitano, confirma a licitação e diz que a obra deverá ser feita no primeiro semestre do próximo ano. “Temos muita coisa encaminhada e que deve ficar pronta em 2003â€, destaca.
Ela diz que ficou satisfeita ao saber que, em muitos bairros, a principal reivindicação dos moradores são áreas de lazer. “Isso siginifica que a infra-estrutura básica está atendendo aos anseios da populaçãoâ€, frisa.
Maria Helena diz que a construção de praças e ginásios de esporte também deve ser encarada como obras de grande importância para a população. â€œÉ um complemento da educação das crianças e um espaço para os moradores terem uma vida socialâ€, salienta.