Além de todos os problemas comuns a qualquer bairro de Bauru, como falta de escola, creche e asfalto, o Núcleo Geisel agora está enfrentando uma situação que reflete a política econômica do País: a falta de emprego para a população.
De acordo com o presidente da Associação de Moradores do bairro, Ismael Martins Borges, o fechamento de um grande supermercado que havia no local colocou o pequeno comércio do bairro numa situação complicada. “Acabou o movimento dos bares, padarias e lojas locaisâ€, esclarece.
Isso porque o estabelecimento atraía uma grande quantidade de consumidores para o bairro, o que deixava as ruas movimentadas todos os dias. “Agora, como não tem onde fazer compras no bairro, as pessoas vão para outros locais e não prestigiam mais o comércio daquiâ€, reclama Borges.
Além disso, segundo ele, vários moradores acabaram ficando desempregados, já que muitos eram funcionários do estabelecimento comercial que foi desativado.
Mas esse não é o único problema do núcleo habitacional. Como a região em volta dele cresceu consideravelmente nos últimos anos, a rede de água não está sendo suficiente para abastecer todas as casas. “Na época do verão, é comum faltar água durante o diaâ€, salienta Borges.
Ele espera que, em 2003, as atenções da prefeitura se voltem para o bairro, um dos principais de Bauru. Isso porque, com o funcionamento definitivo do Hospital Estadual, que está localizado na região, a importância do bairro para a cidade deverá aumentar ainda mais por causa da grande circulação de pessoas pela área.
Muitas casas já estão sendo sondadas pelo mercado imobiliário para serem destinadas para clínicas médicas e estabelecimentos comerciais, o que pode alterar a vocação do núcleo habitacional.
Borges espera, também, que as ruas sejam recapeadas e a prefeitura coloque mais uma escola funcionando no bairro. “Quando saem da creche, as crianças não têm para onde ir, pois faltam vagas na escola do bairroâ€, salienta.