Assuma o poder com pulso forte.
Seja sempre “oposiçãoâ€, cuidando para não se tornar, aos poucos, “governoâ€. Não precisa “chutar o baldeâ€, “dar uma banana†ao FMI. Dê um “abacaxi†para que eles o descasquem e, se precisar, ajude-os a executar a tarefa, negociando com firmeza, para que não sobre para o Brasil somente as “cascas espinhosasâ€. Faça já uma reforma Tributária e Fiscal, diminuindo a cobrança (uma das maiores do mundo) de impostos. Os empregos prometidos virão por acréscimo...
Se faltarem recursos orçamentários, determine aos deputados e senadores que tudo façam para a regulamentação do Imposto Sobre Grandes Fortunas, lei que está adormecida na Constituição desde 1988. Isto vai ajudar, com certeza, todos os pobres e excluídos deste País. Afinal, uma das suas virtudes, caro presidente Lula, é a humildade, melhor traduzida pela sua origem pobre.
Diminua, pois, a terrível distância social e econômica que existe entre os pobres (a maioria de seus votos) e os ricos deste nosso Brasil. Agradeça muito “àqueles†que o ajudarem em sua campanha política. Dê a “eles†um pouco menos do que foi prometido. “Eles†devem ser bons brasileiros, democratas, piedosos com o nosso sofrido povo, creio que entenderão. Nunca tome nenhuma atitude que possa mudar ou afetar a vida dos brasileiros, ou ainda, do próprio destino do Brasil, sem antes, consultar o povo desta nação. Faça-o pelas mais diversas maneiras, empunhando a bandeira maior da democracia, tão falada e desfraldada em sua campanha, não se esquecendo nunca de que foi este povo que o colocou no poder, democraticamente. Seja contrário, sempre, aos “poderos especuladores†e às taxas de juros abusivas que o Brasil pega. Se preciso for, recorra ao “Procon da ONU†para ganhar essa briga. Boa sorte, senhor Presidente!
Ao segundo colocado, José Serra: seja sempre um colaborador do “novo governoâ€, jamais um oposicionista. Afinal, a democracia, a verdadeira democracia, deve ser exercida em favor do povo, acima de qualquer partido político ou interesse particular. Ajude no que puder usando sua capacidade, experiência e competência em benefício do nosso presidente Lula. Não foi essa a tônica de sua campanha? Afinal de contas, não é porque não ganhou as eleições que deva ter perdido seus dons, não é mesmo? Além do mais, havia muita coisa em comum favorável ao nosso Brasil, tanto no seu, como no discurso do Lula, certo? Se o nosso presidente estiver fazendo justamente aquilo que o senhor faria, se eleito fosse, não há, então, nenhum motivo para não aplaudi-lo e não incentivá-lo. Caro Serra, ajude o Lula a mudar o Brasil! (Fernando Lucilha Jr. - RG 5023-414).