O reajuste de 45% na tarifa de água de consumidores residenciais, anunciado ontem pelo Departamento de Água e Esgoto (DAE), desagradou membros das associações de moradores ouvidos pelo JC. A partir de amanhã, o consumidor residencial pagará 30% a mais pelo serviço de abastecimento. Em abril, a tarifa sobe mais 15%.
â€œÉ um aumento exagerado. Já existem distorções na cobrança. Uma alta de 5% a 10% seria aceitável. O DAE deveria ter feito um estudo minucioso antes de fazer o repasseâ€, defende o presidente da Associação de Moradores do Jardim Carolina, Matias Geraldo Muniz.
Para ele, com a nova cobrança, a autarquia municipal conseguirá reforçar o caixa às custas do sacrifício da população.
Pensa da mesma maneira o primeiro-secretário da Associação de Moradores do Parque Vista Alegre, Luiz Gonçalves, para quem a nova tarifa tem o propósito de contornar a incompetência e a inoperância da diretoria do DAE. “Lamento muito o aumento porque já estamos sobrecarregados de taxas e impostos. A falta de água é decorrente da carência de planejamento e manutenção de equipamentosâ€, ressalta.
Para reverter a situação, a alternativa é recorrer a protestos como o realizado com o anúncio do reajuste na tarifa de ônibus. Esta é a opinião do presidente da Associação de Moradores do Parque Santa Edwirges, Vivaldo Pereira Martins.
“Como servidor público, estou sem aumento salarial há sete anos. Eu e o povo desta região não vamos suportar a alta. O pior é que falta água na região e o projeto de ampliação do reservatório do 9 de Julho está paradoâ€, diz.
A prestação de serviço também foi alvo de críticas do presidente da Associação de Moradores do Jaraguá, Luiz Carlos Guerra. “O serviço do DAE não é bom, principalmente referente ao esgoto. A alta não é justa. A inadimplência vai aumentar porque está subindo tudo e não ganhamos o suficiente para arcar com os reajustesâ€, conclui.