O reajuste anunciado ontem pelo DAE, em duas etapas, vai elevar a previsão de receita da autarquia para R$ 34 milhões em 2003. Porém, o estudo feito pela Diretoria Financeira estima que sobrarão apenas R$ 6 milhões para investimentos como a reforma da Estação de Tratamento de Água (ETA), a perfuração de novos poços e a construção de reservatórios.
A estimativa apresentada pela diretoria da autarquia, levando em conta o recente reajuste dos combustíveis e o já anunciado aumento da tarifa de energia elétrica, é que R$ 28 milhões serão empregados nos gastos fixos do DAE, que incluem salários e insumos para produção da água.
“O DAE é o maior consumidor de energia elétrica da região. Gasta, em média, R$ 600 mil por mês. Não conseguimos produzir uma só gota de água sem usar energiaâ€, frisa Luiz Augusto de Castro, presidente da autarquia. Com orçamento curto para investimentos, a diretoria do DAE reavaliou as prioridades para 2003.
Parte dos R$ 6 milhões destinados a investimentos será aplicada na primeira etapa da reforma da ETA, que deve consumir R$ 2 milhões, segundo ele. “Com isso esperamos reduzir vazamentos e melhorar a segurançaâ€, diz. A reforma total está orçada em R$ 6 milhões.
Castro alerta que não terá dinheiro de caixa próprio para investir em tratamento de esgoto. “Estamos dependendo totalmente de financiamento para iniciar os trabalhosâ€, afirma. A construção das estações de tratamento de esgoto está orçada em R$ 54 milhões.
Com os R$ 4 milhões restantes do orçamento, Nucimar Borro Paes, diretora da Divisão de Planejamento, prevê a perfuração de três poços artesianos (Núcleo Primavera, Vargem Limpa e Vila Nova Esperança) e a construção de dois reservatórios (Núcleo 9 de Julho e Núcleo Geisel).
O presidente do DAE espera que essas obras minimizem problemas com falta de água em 2003 caso o rio Batalha apresente queda de volume, como ocorreu neste ano. “Esperamos amenizar a falta de água em regiões críticas, como a Vila Cardia e o Jardim Redentorâ€. Neste ano, em função da redução do volume do Batalha, a cidade enfrentou rodízio de água.
A diretoria do DAE pretende investir o montante que sobrar na renovação da frota da autarquia, construção de interceptores de esgoto e operação tapa-buracos. Paulo Siecola, diretor de Divisão Técnica, lembra que, além dos investimentos, o DAE tem que fazer extensões de rede de água e esgoto em função do crescimento da cidade.
Neste ano, até novembro, foram feitas 1.924 novas ligações de água e 838 de esgoto na cidade. O DAE, diz, também fez 12 quilômetros de extensão de rede de água e 12,7 de esgoto. Isaar de Almeida, diretor da Divisão e Produção, afirma que a autarquia está buscando racionalizar os serviços para, assim, reduzir custos. Porém, frisa que para isso é necessário investir também em novos equipamentos.