10 de julho de 2026
Política

Nilson Costa vê "sabotagem" em pedido

Gabriel Garcia
| Tempo de leitura: 2 min

O prefeito Nilson Costa (PPS) classifica de “sabotagem” a manobra dos vereadores da oposição para adiar a votação da Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública (CIP). “Eu analiso isso como sabotagem, um desejo de impedir o desenvolvimento da cidade”, diz. Há cerca de um mês, o Executivo instituiu 2003 como “Ano da Iluminação Pública de Bauru”.

De acordo com o prefeito, a cidade não tem como pagar a dívida de cerca de R$ 7 milhões com a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), referente apenas à iluminação pública, o que estraia impedindo a extensão da rede. “Aqui em Bauru, por razões de oposição pura e simples, esses vereadores do contra não deixaram (o projeto) vingar. Eles estão condenando a população mais pobre a ficar no escuro”, declara Nilson.

O prefeito revela que, com o início de uma provável cobrança apenas em 2004, os vereadores não poderão exigir do Executivo novos pontos de iluminação pública e extensão de rede em locais sem abastecimento de energia elétrica, como é o caso do Jardim Ivone. Segundo Nilson, somente em 2002 foram cerca de 200 requerimentos do tipo. “14 do próprio (vereador) Santana”, diz.

Nilson também afirma que a intenção da CIP não é “escorchar” o contribuinte, pois mais de 10 mil famílias pagariam R$ 0,35, cerca de 40 mil contribuiriam R$ 0,70 e outros milhares pagariam entre R$ 1,00 e R$ 3,00. “Tem famílias que pagariam o preço de um refrigerante para ajudar na iluminação pública”, compara. E finaliza: “Eu acho que esses vereadores (contra a lei) deram um tiro no pé”.

O assessor técnico do gabinete, Braz Melero, rebate a alegação do vereador José Humberto Santana (PV), de que ainda pairavam dúvidas sobre o projeto. “Apesar do projeto ter sido apresentado nos últimos dias, a gente mandou informações complementares para os vereadores com dias de antecedência, e todos eles já estavam sabendo há muito tempo desse assunto”, declara. Além de Melero, o chefe de Gabinete, Antônio Sérgio Marsola, e os secretários Roberto Rufino, do Desenvolvimento Econômico, e Arlindo Figueiredo, das Administrações Regionais estiveram na sessão para tentar convencer os vereadores a aprovarem o projeto que institui a CIP.