Não fosse a urgência em publicar o decreto de reajuste do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) no Diário Oficial do Município até o último dia de 2002, o aumento poderia ser maior. De acordo com o secretário municipal de Finanças, Raul Gomes Duarte Neto, a elevação contempla apenas o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) de 11 meses.
“Quando foi feito o decreto do reajuste do IPTU, nós não tínhamos ainda o valor do IGPM do mês de dezembro. Então ficou acumulado de janeiro a novembroâ€, diz o secretário. O IGP-M do ano fechou em torno de 25%.
Raul também declara que é necessário uma revisão urgente na planta genérica de valores - a última foi feita em 1994. “O grande problema não é só a defasagem, mas conseguir corrigir algumas distorções que hoje há na cidadeâ€, afirma.
Assim como o prefeito, o secretário cita o exemplo de condomínios novos, que continuam pagando imposto como gleba. “Os que moram num condomínio fechado, com toda a benfeitoria, em local nobre, muitos deles estão pagando menos IPTU do que um cidadão que mora num bairro mais antigo de Bauru, como a Vila Cardia ou o Jardim Higienópolisâ€, observa.