O preço do botijão de 13 quilos do gás de cozinha pode chegar a R$ 35,00 em Bauru no início da semana que vem. Essa é a previsão máxima de preço apontada por comerciantes e distribuidores da gás da cidade. O novo valor é decorrente de um reajuste de cerca de 11% anunciado anteontem, mas ainda não repassado para o varejo.
Se a elevação for repassada integralmente, este será o segundo reajuste dentro de uma semana. No último domingo, a Petrobras aumentou o preço do gás liqüefeito de petróleo (GLP) em 7,9%. “Veio um aumento em cima do outroâ€, diz o comerciante José Carlos Marques, revendedor da Copagás.
Até a alta do domingo, o botijão de gás saía por R$ 29,90 na portaria do estabelecimento de Marques. Ontem, o produto era vendido por R$ 31,90 e a partir da próxima segunda-feira deve ultrapassar os R$ 35,00. Até agora, no entanto, não há posição oficial da distribuidora. “Ninguém passou nada, porque não está vendendo gás, está tudo paradoâ€, diz o comerciante.
Marques afirma que, curiosamente, as vendas de gás estão muito tímidas nesta semana. Ele relata que costumava renovar o estoque de botijões quase diariamente, mas desde o dia 31 de dezembro não fez mais compras. “Vou comprar, talvez, só na segunda-feiraâ€, afirma.
O comerciante declara que os estabelecimentos que têm estoques antigos estão “praticamente jogando fora†mercadoria, já para aproveitar os novos valores, mas não estão conseguindo vender. “Está todo mundo assustado, porque ninguém está vendendo nada, nem quem está com o preço mais baixoâ€, diz Marques. E completa: “O problema é que o pessoal está sem grana mesmo.â€
Numa distribuidora Liqüigás, um funcionário, que preferiu não se identificar, informa que o preço do botijão na portaria está saindo por R$ 29,85, mesmo com o último aumento de dezembro. Ele afirma desconhecer, no entanto, detalhes sobre um novo reajuste. “Por enquanto não divulgaram nadaâ€, diz o funcionário.
Para o proprietário de uma distribuidora Ultragás da cidade, Luiz Carlos Afonso, não há mercadoria sobrando em estoque, mesmo com os seguidos reajustes nos preços. “As vendas estão normaisâ€, afirma. Com o aumento do dia 29 de dezembro, o botijão de gás na portaria passou para R$ 30,80. Se a elevação de 11% for repassada, o valor do produto vai para cerca de R$ 34,50.
Em janeiro de 2002, o botijão de gás custava entre R$ 22,00 e R$ 25,00 em Bauru, R$ 10,00 a menos do que o previsto para a próxima semana. Durante o ano, foram sete aumentos: 23% em janeiro, 14,5% em abril, 9,2% em junho, 6,2% em julho, 22% em novembro e 9,5% mais 7,9% em dezembro.