09 de julho de 2026
Regional

Inquérito apura pancadaria na Rondon

Tânia Fonseca
| Tempo de leitura: 2 min

Botucatu - A Polícia Civil de Botucatu está instaurando inquérito para apurar as responsabilidades sobre a briga generalizada que aconteceu na tarde de anteontem entre presos e que acabou com quatro feridos graves.

O delegado assistente da Delegacia Seccional, Lourenço Dalamonte Neto e que atualmente responde também pelo 2º Distrito Policial, esteve no local da briga na tarde de quinta-feira e ontem foi ao hospital onde ainda estão internados dois detentos que foram agredidos com violência.

De acordo com o policial, por enquanto ningém foi identificado formalmente como autor das agressões. “Em casos assim é muito difícil chegar-se aos culpados. Ninguém assume que espancou”, disse acrescentando que como o número de presos na rodovia era muito grande, cerca de 350, fica ainda mais complicado achar os principais responsáveis.

Os quatro presos feridos que foram para o pronto-socorro da Unesp em Botucaru pertencem a presídios de Mirandópolis. Dois deles tiveram alta médica ontem e outros dois continuavam hospitalizados, segundo o delegado, em estado inconsciente. O policial disse que ainda aguarda laudo médico detalhando o quadro das agressões.

Caso sejam identificados, os responsáveis pelas agressões devem ser indiciados por lesões corporais dolosa. Além dos quatro feridos graves que foram levados para o hospital, vários outros detentos também tiveram ferimentos só que sem gravidade e não quiseram passar por médico.

O tumulto na rodovia se formou quando centenas de presos que haviam sido beneficiados com o indulto de Natal voltavam de São Paulo para presídios do oeste do Estado. Vários ônibus faziam o transporte e entre os passageiros estariam presos de facções rivais variadas o que teria motivado o início das brigas.

Ao chegar em Botucatu, pela Marechal Rondon, um dos ônibus que seguia para Mirandópolis parou para a troca de um pneu que havia furado. Nesse momento, passava pelo mesmo local um outro ônibus que transportava presos para Valparaíso.

Ao reconhecerem na pista supostos rivais de facções, os presos de Valparaíso pediram para o motorista parar. Iniciava-se então um tumulto que acabou atraindo pelo menos outros oito ônibus que também faziam o transporte de condenados.

Os ônibus foram parando às margens da rodovia e os passageiros desceram. Muitos deles entraram numa briga generalizada que chegou a interditar a pista no sentido Capital-Interior.

Os ânimos só se acalmaram com a chegada das polícias Rodoviária e Militar de Botucatu. Após o tumulto ser controlado os policiais fizeram com que os presos retornassem para os ônibus que foram escoltados até a base operacional da Polícia Rodoviária de Agudos onde todos passaram por revista rigorosa.