10 de julho de 2026
Saúde

Prática não oferece contra-indicações, apenas restrições

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 2 min

Questionados sobre contra-indicações, os professores afirmam que qualquer pessoa pode praticar o yoga sem qualquer risco, desde que respeite suas próprias limitações. Eles afirmam que os exercícios devem proporcionar relaxamento e nunca mal-estar, dor ou desconforto.

“A dor é o limite. Se a pessoa vai fazer um movimento e sente dor ou sente dificuldade em sustentar a posição, ela deve interromper o esforço, retornar à posição inicial, relaxar e passar para outro movimento, sem insistir”, ressalta Lima.

Segundo ele, a única recomendação que os professores dão é que o aluno que sabe ter algum problema de saúde consulte seu médico sobre eventuais restrições antes de iniciar a prática do yoga. Uma pessoa que tem hérnia de disco, por exemplo, será aconselhada a não exagerar nos alongamentos de coluna.

“Pelo menos inicialmente. Porque a prática regular do yoga estimula a produção de substâncias elásticas, como elastinas, e endorfinas. Com o tempo, a tendência é que o corpo se torne mais flexível e a pessoa acaba conseguindo fazer todos os movimentos sem sentir dor ou mal-estar”, comenta.

A única restrição que os mestres fazem é com relação a mulheres grávidas que nunca praticaram o yoga e querem iniciar. Segundo eles, é recomendável que elas evitem os exercícios (de qualquer tipo) nos primeiros três meses da gestação. Neste período, o embrião é muito pequeno e o risco de sofrer um aborto espontâneo é grande.

“A menos que a mulher já seja praticante do yoga há algum tempo. Neste caso, ela não precisa parar, porque o corpo já está habituado aos movimentos. Ela só terá que evitar as posições em que o ventre fica voltado para o solo. O cuidado do primeiro trimestre é para mulheres que nunca fizeram yoga. Iniciantes grávidas só depois do quarto mês”, destaca Figueiredo.

Vencido este período, porém, o yoga é considerado excelente para a mulher grávida. “Ela vai tornar o corpo mais flexível, vai fortalecer a musculatura, o que favorece a dilatação e o trabalho de parto. Além disso, o yoga trabalha o emocional desta gestante, confere tranqüilidade a ela, ajuda a combater a ansiedade e o temor excessivo pela hora do nascimento, tornando todo o processo mais calmo e confortável”, completa Lima.