08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Bauru na contramão


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Enquanto o País inteiro luta contra a ilegalidade, Bauru apóia todo o tipo de comércio ilegal. Por exemplo, em matéria deste jornal do dia 23/12/2002, a secretária Municipal do Planejamento Maria Helena Rigitano se vangloria de ter assentado 186 vendedores ambulantes em calçadas e 54 vendedores que trabalham nas ruas da área central desde agosto deste ano. Mas parece que ela se esquece de que as lojas do comércio de Bauru pagam taxa de Licença de Funcionamento e Taxa de Publicidade, esta última para que o nome e a fachada das lojas sejam vistos pelos transeuntes. Com esse mau serviço da dona Maria Helena colocando ambulantes nas ruas e calçadas, a visão dos estabelecimentos fica prejudicada, o que torna ilegal a Taxa de Publicidade, e atrapalha a passagem dos pedestres que têm que ficar desviando de bancas e cadeiras espalhadas pelas calçadas do Centro Comercial de Bauru.

Todos sabemos que Bauru tem se firmado como um pólo comercial regional e que emprega milhares de pessoas. Mas, hoje, muitos estão perdendo seus empregos pois a atual administração, além de nada fazer pelo comércio, ainda faz distribuição demagógica de pontos para ambulantes, que em nada contribuem com impostos, pois não emitem notas fiscais, sendo que a maioria dos produtos é clandestina. Além do mais, os 54 ambulantes estabelecidos nas ruas ocupam cada um uma vaga de estacionamento na Área Azul, o que representa prejuízo de R$ 19.440,00 por mês para a prefeitura. Quero frisar que não sou contra os ambulantes, mas sim contra este plano macabro da administração que mostra falta de capacidade, pois não conseguindo fazer a alocação desse tipo de comércio em um local apropriado, ou seja, um camelódromo, espalha-o por todo o centro da cidade, prejudicando o comércio local. E a Maria Helena ainda tem a coragem de afirmar que “agora está no céu” quanto à questão dos camelôs. E, eles não estão na frente da casa dela, aliás, aqui vai uma sugestão: já que não tem inteligência para encontrar um local para o camelódromo, porque não fazê-lo em frente à sua casa, Maria Helena Rigitano? Bem, se vai atrapalhar seus vizinhos que não têm nada com isso, faça-o em frente à prefeitura, que inclusive fica mais fácil controlá-los. (Justo Olivieri - Economista - RG 7.707.515)