08 de julho de 2026
Polícia

Idosa morre após ser espancada


| Tempo de leitura: 3 min

Julia Marcelino de Oliveira, 80 anos, que foi encontrada gravemente ferida no quarto em que morava, na Vila Falcão, morreu na última sexta-feira no Hospital de Base. Vizinhos da idosa e a proprietária do quarto onde morava, Josefina Vaz de Souza, acreditam que ela foi espancada por um conhecido, durante um assalto.

Jonas Marcelino, sobrinho da idosa, conta que sumiram bens e dinheiro da casa de sua tia. Ele diz que até o dia da agressão ela tinha cerca de R$ 400,00 em casa, dinheiro do seu 13.o salário, que não foi encontrado. Ele diz também que outros bens sumiram do quarto de sua tia.

A idosa morava, sozinha, há cerca de três meses, em um quarto na quadra 1 da rua Bernardino de Campos, ao lado de cerca de dez barracos de madeira. Ela foi achada por vizinhos ferida no último dia 27.

Eles afirmaram à reportagem que a idosa recebia freqüentemente em sua casa um dos moradores dos barracos, que é tido como o principal suspeito das agressões à vítima porque ele desapareceu. Segundo os visinhos, o suspeito é um homem forte, moreno, de aparentemente 50 anos.

Josefina diz que o homem pagou um mês de aluguel adiantado, forneceu um nome, mas alegou não ter cédula de identidade. “Não vou alugar mais para pessoas como ele, fiquei até com medo. Mas eu não tenho como saber o caráter das pessoas que alugam. Cada um paga seu aluguel e eu não posso me intrometer na vida deles. Esse não me pagou dois meses”, confessa.

Segundo os vizinhos, a idosa dava café da manhã e lavava as roupas do homem. Ele dizia ser pastor de uma igreja evangélica, o que teria levado a idosa a ajudá-lo. Josefina afirma que resolveu invadir o barraco de dona Julia após sentir um forte cheiro de gás e imaginou que ela não estivesse em casa, pois a porta estava fechada pela lado fora. Dentro do cômodo, encontrou a idosa seriamente machucada.

Segundo vizinhos da vítima, o homem que indicam como suspeito mudou-se no mesmo dia da ocorrência para um hotel da cidade. O sobrinho da vítima afirma ter tomado conhecimento que dois homens visitaram sua tia no hospital dizendo ser de uma igreja evangélica e que um deles era o vizinho sob suspeita.

Boletim de ocorrência

No boletim de ocorrência (BO) de averigüação de morte da idosa, o Hospital de Base informa que ela morreu em decorrência de agressão corporal. A Polícia Civil solicitou a necropsia do corpo.

A titular da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), Rejani Borro Tiritan, diz que o caso ainda não chegou para o setor de investigação da DDM. Jonas Marcelino, sobrinho da vítima, afirma que procurou a DDM no dia da agressão, 27 de dezembro, deixou seus dados, mas não foi procurado para dar esclarecimentos.

Os moradores do quintal que vivia dona Julia dizem que no dia dos fatos chamaram a polícia, mas não sabem se foi feito BO.

A delegada da DDM afirma ter tomado conhecimento dos fatos, através da reportagem do JC. Rejani diz que hoje irá buscar informações sobre a ocorrência que considera grave. Segundo ela, este tipo de delito não é ignorado. “Eu estranho que digam ter procurado a DDM. Casos como este são encaminhados para mim e este desconheço. Vamos apurar o mais rápido possível”, frisa a delegada.