O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, divulgou ontem nota à imprensa discordando da declaração do novo ministro do Trabalho, Jaques Wagner (PT), que anteontem afirmou ser favorável à extinção da multa de 40% do Fundo de Garantia sobre Tempo de Serviço (FGTS) no caso de trabalhadores demitidos sem justa causa. De acordo com o ministro, esse mecanismo serviria de base para fraudes.
Segundo a assessoria de imprensa da Força Sindical, Silva “estranhou†que a declaração de Wagner tivesse sido feita “antes mesmo da constituição do Fórum Nacional do Trabalho, e contrariando as determinações do presidente da Repúblicaâ€. O sindicalista também rebateu a opinião contrária do ministro ao aumento do número de parcelas do Seguro Desemprego.
“O estranhamento é maior quando sabemos que tais propostas vinham sendo feitas há anos, sem sucesso, pela equipe de economistas neoliberais do Ipea, ligados ao governo e ao modelo que o presidente Lula derrotou nas urnasâ€, manifestou Silva na nota.
O presidente da Força afirmou que as mudanças trabalhistas devem ser discutidas e negociadas entre governo, empregadores e trabalhadores no âmbito do Fórum Nacional do Trabalho e do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, e não pela imprensa, como foi feito.
“Nestes fóruns, defenderemos que se façam primeiro as reformas tributárias e fiscal e da Previdência, que facilitarão a contratação e a formalização do empregoâ€, declarou Silva, sugerindo que o Ministério do Trabalho e Emprego “pode e deve†aumentar a fiscalização para evitar fraudes.