A Defesa Civil interditou na tarde de ontem a quadra 4 da avenida Manoel Monteiro, no Jardim da Grama. Uma erosão, que deixou uma empresa de reciclagem de plástico e várias casas ilhadas e já ameaça “engolir†a linha férrea da Novoeste que passa pelo local motivou a interdição.
Segundo Pedro Simão, gerente da empresa de reciclagem localizada quase em frente à erosão, o buraco começou a se alastrar na última quinta-feira devido às fortes chuvas.
“Estávamos em férias coletivas e hoje (ontem) ao voltarmos ao trabalho não pudemos entrar com os carros. Os caminhões também não podem sair para fazer entregas e nem podemos receber matéria-primaâ€, comenta Simão, que calcula um prejuízo de no mínimo R$ 500,00 por dia. Ele confessa que se a situação não for resolvida em poucos dias será obrigado a fechar as portas.
Na tarde de ontem, atendendo ao apelo do empresário e das famílias que moram na região, estiveram no local encarregados e supervisores de obras da ferrovia Novoeste, o coordenador da Defesa Civil, Álvaro de Brito, o secretário das Administrações Regionais (Sear), Arlindo Figueiredo, e uma equipe da secretaria de Obras. Eles fizeram uma análise dos estragos e resolveram interditar a área, que só dava acesso a pedestres, cliclistas e motociclistas.
No momento da visita, uma nova chuva voltou a cair, derrubou mais um pedaço do barranco e impulsionou a ação imediata. A Sear enviou homens e máquinas ao local impedindo totalmente o acesso cercando a área com terra e entulho.
De acordo com o coordenador da Defesa Civil, a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) estará sinalizando o local com tochas durante a noite evitando a passagem de pessoas. A Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) também esteve no local para redimensionar a segurança da rede elétrica, já que um dos postes ameaça cair.
Hoje, a secretaria de Obras, a Sear e a Novoeste iniciam a construção de um acesso que passará sobre os trilhos. A obra é provisória, mas garantirá a circulação dos moradores e trabalhadores do local. O Departamento de Água e Esgoto (DAE) também estará no local para fazer uma ligação provisória e restabelecer o abastecimento de água, que ficou comprometido com a quebra de canos durante os desmoronamentos.
Segundo Brito, a obra para reparar a erosão é grande e precisa de um projeto elaborado. “Como o período das chuvas vai até março. De imediato serão feitas sondagens para determinar a profundidade de estacas para reforço da estrutura.â€
Uma nova escada hidráulica deverá ser feita para conter o fluxo na galeria que passa sob a linha férrea. Entretanto, Brito revela que só a limpeza do terreno levará no mínimo dez dias para ser feita e será preciso locar equipamentos para a nova obra que prevê cuidados também com as vibrações provocadas pelos trens. Por dia, passam pelo local quatro combinações férreas.