09 de julho de 2026
Polícia

Cinquenta e cinco detentos não retornam do Natal

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 1 min

Dos 706 detentos e reeducandos de Bauru beneficiados com a saída temporária para passar as festas de final de ano com suas famílias, 55 não retornaram ao Instituto Penal Agrícola (IPA) e às penitenciárias 1 e 2. O índice de abandono foi de 7,79%.

No IPA, dos 598 reeducandos que saíram, 94,5% retornaram. O diretor da instituição, Gilberto Assis de Oliveira, avalia o resultado como positivo. “Ficou acima da expectativa. Em média, 10% não voltam e neste ano o abandono ficou abaixo dos 8%”, diz.

No ano passado, o IPA registrou cerca de 8% de abandono. A melhora no índice, na opinião de Oliveira, deve-se ao trabalho de terapia ocupacional desenvolvido por uma equipe da instituição com os reeducandos.

“A cada três dias de trabalho, eles têm um reduzido na pena. É um processo. A saída temporária, para o reeducando estar com a família, faz parte do trabalho de ressocialização”, enfatiza o diretor da unidade.

Na Penitenciária 1, o índice de abandono foi maior - 19,6%. Dos 51 detentos que obtiveram direito de saída temporária, 10 não retornaram. Na Penitenciária 2, o índice também foi grande, totalizando 21%. Doze detentos não voltaram.

O diretor substituto da P1, Nilton Vieira, acredita que a grande quantidade de dias que os presos passaram em liberdade teria estimulado o abandono.

A saída temporária começou no dia 23 e o prazo para o retorno foi encerrado às 18h de anteontem. Têm direito ao benefício aqueles que cumprem pena em regime semi-aberto. Outros critérios, como o comportamento do preso na rotina diária, também podem ser adotados para a concessão da saída provisória.

Aqueles que não retornam e não justificam a ausência perdem o direito ao regime semi-aberto e passam a ser procurados como fugitivos.