09 de julho de 2026
Polícia

Rapaz confessa assassinato de reeducando no Jd. Carolina

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Sérgio Henrique Tavares Pedro apresentou-se ontem ao 4.º Distrito Policial de Bauru e confessou que foi o autor do disparo que matou Jeferson Pande, 26 anos, reeducando do Instituto Penal Agrícola (IPA) de Bauru, no domingo à noite no Jardim Carolina, o primeiro homicídio deste ano em Bauru. Ele alegou que estava sendo ameaçado por Pande por causa de uma rixa antiga entre seu irmão e a vítima.

Em depoimento prestado ao delegado Dinair José da Silva, do 4.º DP, Sérgio contou que a mulher de seu irmão chamado Luiz Fernando, que está preso em Lençóis Paulista, passou a ter um relacionamento amoroso com Pande, que estava preso no IPA. Em função disso, a mulher, que inclusive tem um filho com Luiz Fernando, deixou de visitá-lo, passando a procurar Pande no IPA, nos dias de visita.

A rixa teria iniciado, de acordo com Sérgio, quando a mulher decidiu terminar o relacionamento com Pande e reatar com Luiz Fernando. O reeducando do IPA, segundo depoimento do rapaz, passou a dizer a colegas de presídio que iria matar Luiz Fernando.

No final de dezembro, tanto Pande quanto Luiz Fernando foram beneficiados com a saída provisória para passar as festas de final de ano com suas famílias. Segundo Sérgio, assim que Pande saiu do IPA passou a procurar seu irmão, sempre fazendo ameaças.

No entanto, como não teria encontrado Luiz Fernando, Pande passou a ameaçar Sérgio, que é irmão de seu desafeto. “Ele relatou que no dia 5 encontrou o Luiz Fernandes duas vezes e foi ameaçado de morte. Por isso, ele conta que voltou para casa e armou-se de revólver. Quando encontrou Luiz Fernando de novo e sofreu nova ameaça, atirou”, conta o delegado Dinair da Silva.

Sérgio disse em depoimento que acreditava que Pande estava armado. “Ele diz que viu um volume sob a camisa de Pande, que seria uma arma”, diz Silva. O rapaz disse que após efetuar o disparo fugiu e abandonou a arma em um rio.

O delegado espera os laudos do Instituto Médico Legal (IML) e da perícia técnica para comparar com a versão do crime apresentada por Sérgio. Ele também pretende colher depoimentos de outras pessoas para verificar se a versão apresentada procede. “Vamos checar todos os dados fornecidos por ele (Sérgio), ouvir testemunhas e tentar localizar a arma”, diz.

Sérgio responderá inquérito por homicídio. Porém, como o flagrante já havia passado e o rapaz apresentou-se espontaneamente, ele foi liberado.