10 de julho de 2026
Cultura

Referência musical no Brasil, Europa e Estados Unidos

Da Redação
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Paulo Moura nasceu em São José do Rio Preto, em 15 de julho de 1932. Começou a aprender piano aos nove anos e com 13 já tocava em festas e bailes. No início da década de 50, mudou-se para o Rio de Janeiro e passou a estudar na Escola Nacional de Música.

No samba, na bossa nova, no choro, no jazz, na música erudita, não escolhe estilos ou gêneros e desafia os rótulos. É um músico eclético, que fica à vontade na complexidade de qualquer gênero, evidentemente imprimindo seu próprio estilo.

Com mais de 15 discos editados e uma carreira consolidada no Brasil, na Europa e nos Estados Unidos, já realizou notáveis arranjos na MPB para Elis Regina, Nara Leão, Milton Nascimento, Ney Matogrosso, Marisa Monte e muitos outros.

Os discos mais importantes da carreira de Paulo Moura são: o “Confusão Urbana, Suburbana e Rural”, “Mistura e Manda”, “Paulo Moura e os batutas Pixinguinha” (vencedor do Prêmio Sharp de Melhor Grupo de Música Instrumental de 1997, e de Melhor Produtor de Música Instrumental de 1997, para Paulo Moura), considerados referência do choro.

Clarinetista e saxofonista, Moura é uma espécie de referência máxima na MPB, seja como instrumentista, compositor, maestro ou arranjador.

Ao lado de Luiz Eça, Eumir Deodato, Laurindo de Almeida, Moacir Santos, Sivuca, Raul de Souza, Victor Assis Brasil, Hector Costita, Roberto Sion, Egberto Gismonti e Hermeto Pascoal, representa a síntese de uma geração de músicos que, depois de ter assimilado a música clássica e o jazz, mergulhou na riqueza rítmica da nossa cultura, compondo um novo caminho de expressão musical: a Música Instrumental Brasileira.