08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

A Uipa e a cidadania


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Nossa entidade é uma ONG, Organização Não-Governamental, reconhecida de Utilidade Pública pelo município. Portanto, todo o recurso é gerado pelo trabalho voluntário e sabe-se que estamos nos propondo o exercício de cidadania naquilo que mais amamos, os animais. Para tanto, temos de conhecer o funcionamento dos órgãos afins como Ibama, Polícia Florestal, Secretaria Municipal de Saúde, Secretaria de Meio Ambiente etc...

A população bauruense, quando se vê às voltas com problemas como cavalos sendo espancados ou abandonados pelos seus donos, os carroceiros, jacarés ou corujas encontradas feridas e fora de seu habitat, animais silvestres em cativeiro ou sendo comercializados de forma ilícita, cães tidos como “perigosos” soltos em vias públicas pelo descuido de seus donos, encontram respostas como: “o funcionário responsável por este setor está viajando...”, “o funcionário deu uma saidinha...”, “o caminhão está quebrado...”, “nos fins de semana não fazemos este atendimento...”, “não temos material adequado para este tipo de socorro...”, “não temos gaiola disponível...” etc., etc., etc.

Aí, estes órgãos pedem para ver se os voluntários da Uipa não podem “quebrar o galho”, pois eles têm muita boa vontade!

Mas o que a população desconhece é que neste País para tudo é preciso alvarás, licenças, autorizações e que para conseguir estes documentos é preciso se adequar às exigências do Ibama, que significa uma parafernália de normativas, que funcionaria com a Uipa, que é fixa, mas que sabemos que com os circos, que são itinerantes, danam-se os animais.

Portanto, a acomodação seria uma de nossas dificuldades, sem contar não ser nossa competência, pois estaríamos interferindo nos serviços dos órgãos devidamente e supostamente constituídos para o serviço.

Mas que se estes serviços não estiverem sendo cumpridos, é preciso que cada cidadão tenha consciência de que o Brasil é nosso e se o descontentamento geral da Nação, no que tange ao mau gerenciamento e aplicabilidade do nosso dinheiro, pago através dos impostos, temos a Promotoria Pública, legalmente constituída para apurar se há inoperância dos funcionários, cujo patrão é o povo. Portanto, não estão fazendo favor algum ao prestar seus serviços. Se realmente a limitação seria a falta de recursos, neste caso podem ser tomadas medidas mesmo que paliativas para a resolução, com a ajuda da sociedade civil, através das ONGs cobrindo estas deficiências do Estado e jamais assumir a função do mesmo na sua totalidade. Estamos fazendo a nossa parte. (Angela Maria Heiffig da Silva - Uipa-Bauru - RG: 7.413.512-0)