Nossa entidade é uma ONG, Organização Não-Governamental, reconhecida de Utilidade Pública pelo município. Portanto, todo o recurso é gerado pelo trabalho voluntário e sabe-se que estamos nos propondo o exercício de cidadania naquilo que mais amamos, os animais. Para tanto, temos de conhecer o funcionamento dos órgãos afins como Ibama, Polícia Florestal, Secretaria Municipal de Saúde, Secretaria de Meio Ambiente etc...
A população bauruense, quando se vê às voltas com problemas como cavalos sendo espancados ou abandonados pelos seus donos, os carroceiros, jacarés ou corujas encontradas feridas e fora de seu habitat, animais silvestres em cativeiro ou sendo comercializados de forma ilícita, cães tidos como “perigosos†soltos em vias públicas pelo descuido de seus donos, encontram respostas como: “o funcionário responsável por este setor está viajando...â€, “o funcionário deu uma saidinha...â€, “o caminhão está quebrado...â€, “nos fins de semana não fazemos este atendimento...â€, “não temos material adequado para este tipo de socorro...â€, “não temos gaiola disponível...†etc., etc., etc.
Aí, estes órgãos pedem para ver se os voluntários da Uipa não podem “quebrar o galhoâ€, pois eles têm muita boa vontade!
Mas o que a população desconhece é que neste País para tudo é preciso alvarás, licenças, autorizações e que para conseguir estes documentos é preciso se adequar às exigências do Ibama, que significa uma parafernália de normativas, que funcionaria com a Uipa, que é fixa, mas que sabemos que com os circos, que são itinerantes, danam-se os animais.
Portanto, a acomodação seria uma de nossas dificuldades, sem contar não ser nossa competência, pois estaríamos interferindo nos serviços dos órgãos devidamente e supostamente constituídos para o serviço.
Mas que se estes serviços não estiverem sendo cumpridos, é preciso que cada cidadão tenha consciência de que o Brasil é nosso e se o descontentamento geral da Nação, no que tange ao mau gerenciamento e aplicabilidade do nosso dinheiro, pago através dos impostos, temos a Promotoria Pública, legalmente constituída para apurar se há inoperância dos funcionários, cujo patrão é o povo. Portanto, não estão fazendo favor algum ao prestar seus serviços. Se realmente a limitação seria a falta de recursos, neste caso podem ser tomadas medidas mesmo que paliativas para a resolução, com a ajuda da sociedade civil, através das ONGs cobrindo estas deficiências do Estado e jamais assumir a função do mesmo na sua totalidade. Estamos fazendo a nossa parte. (Angela Maria Heiffig da Silva - Uipa-Bauru - RG: 7.413.512-0)