Numa galáxia muito distante daqui havia um planeta mais ou menos com as condições da Terra. Neste planeta havia também um grande país que tinha tudo para ser o mais importante de todos eles. Um dia, certo canal de televisão perdeu a concessão dada pelo governo, porque num de seus programas o animador fez a seguinte pegadinha:
Ele ficava na rua abordando todo e qualquer transeunte, irritando-o com as seguintes idéias: “Você não passa de um idiota. Podem fazer com você o que bem entenderem, porque você é um lesma, não reage contra coisa alguma. Aceita tudo o que lhe é imposto. além do mais vive trabalhando para sustentar a quem não merece.â€
A “coisa†começava neste ponto e ia até quando o outro, completamente possesso com a situação extremamente vexatória, ele dizia: “Vou provar tudo o que estou lhe dizendo.â€
- "Ah, é, é?" - perguntava o outro -. "Então quero ver.â€
- “O que você faria" - acrescentava ele - "com alguém que metesse a mão no seu dinheiro? “
- “Eu? Eu acabava com a raça desse desgraçado. Fazia ele arrepender até do dia em que nasceu.â€
- “Verdade, é?" - ironizava -. "Veja aqui: ‘Deputados aumentam os próprios salários em mais de 50%.’ É dinheiro deles? Aquele é o meu, o seu, o nosso (!!!) dinheiro, fruto do nosso trabalho. E o que você fez quanto a isso? Nada! Garanto que nas próximas eleições legislativas você vai votar nele. E esta é uma espécie de impunidade. Sabe qual é a grande diferença entre o mau político e o bandido comum? É que o bandido rouba um cidadão de cada vez e o mau político rouba todos de uma só vez.â€
A coisa começou assim até que houve uma grande revolução no país. E todos os cargos cujos titulares são eleitos pelo povo passaram a ser uma espécie de “serviço voluntárioâ€. (José Carlos Felix de Abreu - RG. 9.914.647)