09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Drogas: enfermidade de nossa civilização


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As drogas constituem uma enfermidade de nossa civilização e uma má resposta às dificuldades da vida. A amplitude do tráfico internacional de tóxicos nos faz concluir a gravidade desse flagelo. O imenso vislumbrar da saúde pública e um desenvolvimento equivocado nos fazem vislumbrar a ameaça de uma imensurável calamidade prestes a atingir nossa civilização. Entre a vida e a morte, a humanidade escolherá a vida? E será capaz de fazer frente às consequências dessa escolha? Cada dia aumentam os esforços e surgem nossas modalidades de ajuda aos drogados, para curá-los, acompanhá-los na sociedade. Chega um momento em que o toxicômano deseja verdadeiramente livrar-se da dependência da droga e recomeçar a vida. É hora apropriada para ajudá-lo a superar a tremenda servidão da droga. Trata-se de uma batalha muito dura e difícil; exige muita força de vontade e persistência, coragem e tempo. Essa batalha diz respeito, em primeiro lugar, ao próprio toxicômano; é um problema seu e para se livrar dele é necessário que queira sair desse estado. Mas sua vontade está debilitada, por isso ele precisa ser ajudado; sozinho não será capaz de livrar-se da dependência. A ajuda dos pais e familiares, amigos e da sociedade é de capital importância. A legalização de algumas drogas tidas como “suaves” como propõem alguns, seria deixar vencer se pela lógica do mercado da morte. Tal legalização levaria a um beco sem saída. A legalização levaria à derrota total. Deve-se pensar, antes, como motivar positivamente a sociedade, para que cresça numa dinâmica vital. A ética social não consiste, fundamentalmente em discutir o que é permitido e o que é proibido; a sinalização na estrada existe para se poder alcançar a meta; construir um mundo cada vez melhor até tornar-se “cidade de Deus”. A legislação civil deve propiciar aos cidadãos condições para o crescimento pessoal e comunitário... (João Álvares - Da Associação Paulista de Imprensa - Reg. 2069)