08 de julho de 2026
Bairros

Análise da ponte é levada ao MP

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

O engenheiro Celso Donizeti, ex-secretário das Administrações Regionais, protocolou no Ministério Público, ontem, documento contendo considerações técnicas e questionamentos sobre a ponte Ayrton Senna. A ponte está interditada desde terça-feira porque um dos oito blocos de sustentação da estrutura apresentou rachaduras.

Cópias do documento também foram enviadas à Câmara Municipal e à Prefeitura de Bauru. Em 26 itens, Donizeti aponta laudos, levantamenos e projetos estruturais que devem ser levados em conta para analisar o problema da ponte, além de questionar se a quantidade de terra usada nos aterros das cabeceiras foi prevista no cálculo estrutural e se o tempo para cura e endurecimento do concreto foi respeitado.

Ele também sugere a realização de ensaios na ponte para verificar a resistência real das estacas, blocos e estruturas, questiona se houve erro de alguma espécie e quem é o responsável. O engenheiro também pede que sejam verificadas possíveis alterações do projeto original, citando matéria publicada na edição de ontem no JC na qual a Secretaria de Obras informa que constatou que as estacas foram construídas em posição diferente do previsto no projeto.

Por fim, Donizeti solicita a realização de cálculo dos custos de recuperação da ponte. “Entendo que, como colaboração, os itens enumerados podem enriquecer e nortear procedimentos conclusivos a favor do erário público e dos anseios dos munícipes de Bauru e principalmente de quem utiliza a ponte”, afirma ele.

A ponte que liga a região do Núcleo Mary Dota ao Distrito Industrial 1 foi entregue em setembro de 2000, na véspera da eleição que reelegeu Nilson Costa prefeito. A estrutura da ponte, que custou cerca de R$ 250 mil, foi construída pela Toffer, uma empresa de Piracicaba.

Já os aterros foram feitos por equipes da própria prefeitura. Por ser especialista em estrutura e ter acompanhado a construção da ponte - na época Celso Donizeti era secretário das Administrações Regionais (Sear) -, ele acredita poder ajudar no esclarecimento das causas das rachaduras da sustentação da estrutura.