• Notários
A elevação na tabela de custas dos serviços de cartório continua repercutindo. De acordo com o vice-presidente da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (Faesp), Maurício Lima Verde, um registro para cédula rural aumentou cerca de 40 vezes. Ele cita o exemplo de um produtor que pagou menos de R$ 40,00 pelo serviço há algum tempo e nesta semana teria de pagar R$ 1.520,00 pela mesma coisa.
• Novos ares
Lima Verde ressalta que esse tipo de registro é necessário quando o produtor toma dinheiro emprestado dos bancos. No caso que ele narra, o empréstimo em questão era de R$ 150 mil - a cobrança pelo serviço no cartório seria, portanto, de cerca de 1% do valor total do empréstimo. Antes da nova tabela, não passava de 0,03%. “Isso toma ares de escândaloâ€, diz o ruralista.
• Abuso
Escandaloso ou não, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) - São Paulo vai analisar o reajuste das taxas de serviços prestados pelos cartórios no Estado de São Paulo para saber se há, pelo menos, algo de abusivo no aumento. Em média, as taxas cobradas sofreram elevação de cerca de 16% no início da semana. Um serviço freqüente e rápido, como o reconhecimento de firma, chegou a ter aumento de 350%.
• Sudeste
A Serasa, empresa especialista em informações e análises econômico-financeiras para crédito e negócios, divulgou novos dados sobre a inadimplência no País, desta vez por regiões. De acordo com a pesquisa, realizada por dias úteis, a região Sudeste teve queda de 3,7% no volume de protestos de pessoa jurídica (187 mil títulos) na comparação dezembro de 2002 com o mesmo mês de 2001.
• Pessoa física
O volume de títulos protestados no de pessoa física no Sudeste também diminuiu. Em dezembro de 2002, foram registrados 261 mil protestos, o que representa queda de 4,5% na comparação com o mesmo mês de 2001. Menos que um dado positivo, a informação é contaminada pela recessão econômica e, conseqüentemente, pelo menor volume de créditos concedidos no mercado.
• Injeção
Além disso, o assessor econômico da Serasa, Carlos Henrique de Almeida, atribui a queda na inadimplência de pessoa física no Sudeste ao mesmo fator que ocasionou o “fenômeno†nas outras quatro regiões do País: a injeção dos recursos do crédito complementar do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), dinheiro usado para a regularização de pendências.
• R$ 2 mil
Na segunda-feira, por sinal, é dia de início do pagamento das fatias mais gordas do crédito complementar do FGTS, referentes às perdas dos planos Verão e Collor 1. Trabalhadores que têm entre R$ 2 mil e R$ 5 mil para receber terão disponibilizada a primeira parcela das cinco parcelas do lote. Nesta fase, a Caixa Econômica Federal (CEF) estima que serão pagas mais de 1,6 milhão de contas.
• Fatias
No dia 13 também será liberada a segunda parcela do complemento do FGTS para quem tem entre R$ 1 mil e R$ 2 mil para receber. Valores entre R$ 5 mil e R$ 8 mil começam a ser pagos em julho. Valores acima de R$ 8 mil - a última faixa de recebimento - passam a ser disponibilizados a partir de janeiro de 2004. Um lembrete: 30 de dezembro de 2003 é o prazo final para aderir ao acordo da Lei Complementar.
• Mais calmo
Ao contrário do início do pagamento dos lotes anteriores do FGTS - de menor valor -, desta vez não haverá filas nem contratempos nas agências, promete a Caixa. Tampouco o comércio poderá comemorar como fez no “maná†do segundo semestre de 2002. O pagamento dos lotes maiores vem em parcelas “suaves†e para um volume relativamente pequeno de trabalhadores.