Boa dia, amiga. Permita-se este tratamento respeitoso, como o fazia o Jorge, que te respeitava muito, e a recíproca era idêntica, não é mesmo? Pois bem, amiga, acaso ainda te lembras das história que o Jorge te contou nos idos de 40? Se não te lembras, muito bem, deixa-me tentar rememorizá-las. Um dia, o Jorge te contou a história da epopéia de um herói que cruzou e recruzou este País Gigante, enfrentando toda sorte de dificuldades, pântanos, matas, caatingas, feras, color, frio, tempestades, doenças, a perseguição implacável das tropas federadas, sempre em maior número e bem mais armadas, porém, sempre derrotadas pelo gênio desse estrategista, capitão, vencendo generais na sua gloriosa marcha, denominada coluna, a coluna Prestes. Estás te lembrando? Relembremos juntos, amiga, por onde passava esse herói tentava deixar gravada na alma dos seus concidadãos sofridos, abandonados, desassistidos de tudo e de todos, sua mensagem, a mensagem da Esperança. Tentava mostrar ao povo a necessidade de acreditar nele próprio, no seu valor, no seu direito, o direito de ser brasileiro, o direito de ser respeitado, valorizado e, acima de tudo, que fizesse parte do todo, para que pudesse atingir o bem maior, o bem comum.
Amiga, porém isso não era fácil naqueles idos, quando, no comando dos destinos da Pátria existiam homens desprovidos do sentimento humano para com os seus concidadãos, assim como sem o sentimento patriótico para com a Pátria, pois cometiam as mais injustas decisões nos luxuosos palácios onde se locupletavam das benesses do poder, em detrimento dos interesses da Pátria e do povo. Pois bem, amiga, Luiz Carlos Prestes, esse valente que nunca se vendeu e se curvou diante de nenhuma truculência por parte dos tiranos, era um alento para o povo sofrido, levando sempre sua mensagem de Esperança, merecendo deste povo sensível e agradecido pelo seu herói, o título portentoso de "O Cavaleiro da Esperança" e que, quando ele ia embora, se embrenhando no mais recôndito e inóspito deste País Gigante, o povo dizia sempre que, um dia, a coluna haveria de voltar e, à sua frente, o Cavaleiro da Esperança. Amiga, deixa-me te confidenciar um episódio significativo que me aconteceu numa noite dessas. Sonhei com o Cavaleiro da Esperança, que, como você, repousa alhures, no sono merecido e reparador. Nesse sonho, constatei, comovido, sua intenção de passar o centro de Cavaleiro da Esperança ao seu escolhido, seu homônimo, homem nascido do povo que ele conheceu na sua caminhada, com sua coluna e merecedor do título, como afirmara, pelo que já demonstrara ao longo de sua vida, nas lutas em prol da justiça social, com as armas da sua integridade, honradez, coragem, firmeza de caráter, patriotismo, amante da liberdade e com a Esperança na alma sedenta de justiça e, acima de tudo, defensor incontestável da soberania nacional. Amiga, há coincidências nas vidas desses homens. Senão vejamos algumas, guardadas as devidas proporções e individualidades. O mesmo prenome; sensíveis e respeitosos no trato com os mais humildes; ambos, na falta do pais, educados pelas mães; àquele, pela Dona Leocádia; este, pela Dona Eurídice, ambas zelosas e confiantes nos valores morais com os quais nortearam sempre os seus filhos. Ambos presos, pelas mesmas “culpasâ€, amar e defender o povo e a Pátria.
Amiga, o Jorge registrou essa epopéia, num livro intitulado “O Cavaleiro da Esperançaâ€, escrito com o seu inigualável estro de contador de histórias do seu povo e que todo brasileiro alfabetizado deveria ler, pois é um exemplo de vida, bravura, coragem, determinação, sacrifício a um sonho, a um nobre ideal, afeito a um herói da dimensão de um Luiz Carlos Prestes, que os tiranos, os covardes tremiam ao encará-lo de frente, pois sabiam que era feito do barro que moldam os heróis, muito escasso e que jamais conseguiriam apagar de sua alma o brilho da estrela mais radiante, o sol incandescente e luminoso da liberdade e da esperança, esperança para o povo e para o novo Cavaleiro, Luiz Inácio, que ora está a frente da monumental coluna, com mais de 50 milhões de seguidores, a Presidência da República Federativa do Brasil, que o Luiz Carlos tanto amou. Mas, amiga, nesse sonho também presenciei uma cena que me levou às lágrimas. O Pavilhão Nacional, que, um dia, de fatídica memória, fora cortado em 17 pedaços e colocados sobre os corações dos 17 heróis do Forte de Copacabana, te lembras? E que serviram para amortecer os balaços da artilharia dos covardes que tirariam as vidas desses valentes, estava sendo realinhavado, agora, com 18 pedaços, portanto, um a mais, em homenagem àquele civil, que não tivera tempo de colocar o seu pedaço, sobre o seu coração, na hora do combate. Quem alinhavava o Pavilhão eram as heroínas, dona Leocádia, mãe de Luiz Carlos, a mártir Olga Benário, sua esposa, Anita Garibaldi, sua filha e dona Euridice, mãe do Luiz Inácio. Foi uma cena muito forte. Meu coração explodia de emoção. E você quer saber, amiga, qual era a intenção dessas heróinas? Que o portentoso Pavilhão Nacional, depois de pronto, fruto desse santo trabalho, fosse hasteado no Monumental Mastro, no pátio dos Três Poderes, no dia da posse do presidente da República do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, o novo Cavaleiro da Esperança e, como elas diziam, haveria de drapejar majestoso, tocado pelo sopro da brisa da liberdade do planalto central, dando o mote cívico patriótico em prol da recuperação total da soberania nacional e que as estrelas que compõem as constelações estampadas em seu manto ganhariam maior grandeza quando tocadas pelo faiscante lampejar da estrela maior. A Estrela da Esperança, no olhar esperançoso e apaixonado do herói, Luiz Carlos Prestes, de onde quer que ele esteja. Amiga, não haverá emoção maior do que esta para quem tiver o privilégio de contemplar o manto sagrado da Pátria sacolenjando intrépido no coração do Brasil.
Amiga, agora que já lembraste da história, reza, com todos os brasileiros, para este novo Cavaleiro da Esperança, que, como o outro já o fizera no seu tempo, nunca abandone o ideal que sempre ganhou e lutou para conseguir: Justiça Social para todos os habitantes deste País Gigante. “O Brasil para os brasileirosâ€. E que o futuro do Brasil seja o hoje, vivido em toda a sua plenitude.
Boa sorte, presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “A Pátria confia em Vossa Excelênciaâ€. E que assim sua. (Plínio Homem de Góis Filho - RG 6.273.613)