09 de julho de 2026
Saúde

Bagagem escolar: transporte correto evita danos à coluna

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 2 min

Com as férias chegando ao fim, a maioria dos pais começa a se preocupar com a compra do material escolar. Ortopedistas advertem que, além de pensar em livros, cadernos, lápis, canetas e apontadores, é preciso analisar também a forma mais adequada de se transportar todo esse arsenal.

Tradicionalmente, as mochilas são os acessórios mais procurados por crianças e adolescentes. Só que a escolha da bolsa influi diretamente na saúde da coluna, musculatura e articulações dessa moçada.

De acordo com os médicos, o tamanho da bolsa deve ser proporcional à estrutura física de quem vai usá-la. O ideal é que ela tenha o formato exato das costas da criança. Para o ortopedista Fabrício Farina, mesmo os adolescentes não devem ter mochilas grandes. “Porque eles têm uma tendência natural e inconsciente de enchê-la e acabam carregando mais peso”, observa.

A maneira de transportar toda essa “bagagem” também é importante e varia conforme a faixa etária dos estudantes. A moda agora são as mochilas com rodinhas, que deslizam no chão permitindo que o aluno puxe o peso com menos esforço. Mas há os que preferem levar a bolsa nas costas, outros levam na frente do corpo ou pendurada em apenas um dos ombros. Sem contar os estudantes que já deixaram a mochila de lado e levam tudo debaixo do braço.

Para o ortopedista Alberto Sala Franco, o transporte do material escolar funciona como um exercício físico do tipo levantamento de peso. Se a carga é excessiva, se é carregada de forma inadequada e por longo tempo, o corpo vai sofrer as conseqüências de um condicionamento errado. O resultado pode ir desde dores e desconforto até desvios importantes da coluna vertebral.

Para piorar a situação, o mercado oferece uma infinidade cada vez maior de produtos mais e mais bonitos. São canetas, lápis, borrachas, apontadores e estojos de todos os tipos, cores, perfumes, tamanhos e formatos. Há anos aquela caixinha com 12 lápis de cor não satisfaz mais a veia artística da garotada. Eles querem canetas gel, pontas finas e dezenas de lápis e canetinhas multicoloridos para enriquecer e enfeitar seus cadernos.

Nesta edição, especialistas falam sobre as melhores alternativas para se carregar o material escolar. Educadores orientam sobre o que levar para não exagerar na quantidade e como os pais devem agir para convencer seus filhos a reduzir o peso do material transportado.