11 de julho de 2026
Política

Garmes solicita ao Ministério Público apuração sobre a ponte

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

O vereador Toninho Garmes (PSDB) protocolou na Promotoria de Justiça da Cidadania e Defesa do Patrimônio Público um pedido de investigação para se apurar os motivos que levaram a administração municipal a interditar o tráfego de veículos na ponte de acesso aos núcleos habitacionais Beija-Flor e Mary Dota.

Para o vereador tucano, não há dúvidas de que a obra foi concluída “a toque de caixa”, poucos dias antes da eleição municipal de 2000.

“A conclusão da obra de forma açodada teve finalidades político-eleitorais, sendo certo que o prefeito municipal teve naquela região votação muito acima da média das demais regiões da cidade, conseguindo, então, seu intento, que não era outro senão a reeleição, o que efetivamente aconteceu”, explica.

Garmes afirma que as circunstâncias que levaram a prefeitura a interditar a ponte apontam para “responsabilidades a serem apuradas”.

“Inclusive com indenizações a serem cobradas, não se podendo esquecer que a Secretaria Municipal de Negócios Jurídicos ajuizou uma produção antecipada de provas, o que não nos convence, certamente com a finalidade única de procurar colocar a administração pública e seus representantes ao largo das suas obrigações e responsabilidades”, relata.

O parlamentar cita no documento encaminhado ao Ministério Público (MP) as declarações do engenheiro Celso Donizeti, ex-secretário municipal das Administrações Regionais.

Garmes ainda informa à promotoria que o prefeito Nilson Costa (PPS) se recusa a fornecer documentação em pedidos de informações de vereadores.

“Isso tem nos impedido o exercício de fiscalização dos atos públicos e por desconhecer em quais condições todo o procedimento da construção da ponte mencionada fora realizado é que estou me valendo de notícias veiculadas na imprensa”, finaliza.

O chefe de Gabinete da Prefeitura de Bauru, Braz Melero, que exerce a função interinamente, informou ontem que a administração ainda não foi notificada pela promotoria para prestar informações sobre o caso.

“Só vamos nos pronunciar depois de recebermos oficialmente o pedido de esclarecimentos que deve ser encaminhado pela promotoria”, disse.