A Prefeitura de Bauru declarou de utilidade pública três terrenos localizados na avenida Comendador José da Silva Marta, nas proximidades do entroncamento com a avenida José Vicente Aiello. O objetivo é desapropriar as áreas para a construção de uma nova rotatória de interligação entre as duas vias.
Trata-se de três terrenos que pertencem à mesma família e que totalizam 3.405 metros quadrados. A Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan) não informou o valor da área, mas afirma que a desapropriação está sendo negociada sem problemas.
De acordo com a Associação das Administradoras e Corretoras de Imóveis de Bauru (Aciba), o metro quadrado na região vale, no máximo, R$ 40,00 em áreas não alagadas. A prefeitura não tem previsão de data para concluir a desapropriação e a proposta é fazer permuta entre áreas.
A construção da rotatória viabilizaria a duplicação de mais um trecho da avenida Comendador José da Silva Martha, além da duplicação da avenida José Vicente Aiello.
“A intenção é duplicar a José Vicente Aiello até a rodovia Bauru-Ipaussuâ€, expõe o assessor de projetos da Seplan, Adelmo Bertussi.
A meta final é melhorar as condições de trânsito na avenida Comendador José da Silva Martha para amenizar o intenso fluxo de veículos na avenida Castelo Branco, que chega a ter picos de 2 mil carros por hora. “Estamos prevendo o crescimento da cidade para aquela regiãoâ€, diz Bertussi.
Desocupação
A rotatória que ainda está nas plantas da Seplan fica próxima à rotatória provisória entregue pela Secretaria Municipal de Obras em novembro e que já está em péssimas condições de circulação. O asfalto colocado no local não é definitivo e, cerca de apenas dois meses após o término da obra, a via está cheia de buracos e terra.
Os terrenos que seriam desapropriados para viabilizar a construção da nova rotatória englobam um estabelecimento que comercializa pedras e parte de um posto de combustível.
O proprietário do posto não quis conceder entrevista ao JC. Já o dono da casa de pedras, Ricardo Cherubim Peres Fernandes, diz que já tem conhecimento das intenções da prefeitura.
“Isso é só projeto. Pelo que eu sei, ele já existe há uns seis anos. Para continuar trabalhando aqui, seremos obrigados a desocupar a área e passar para o terreno de trás, que o dono já se comprometeu a ceder para nósâ€, afirma.
Na opinião de Fernandes, a obra não traria benefício ao comércio local. “Vai ser mais uma obra inacabada, como muitas outras de Bauru. Vai só incomodar. O que fizeram aqui na frente (rotatória provisória) é revoltanteâ€, expõe.
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