10 de julho de 2026
Geral

Secretaria de Saúde altera calendário de vacinação de crianças

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 2 min

O calendário de vacinação infantil recomendado pela Secretaria de Estado da Saúde sofreu duas alterações, que entraram em vigor nos primeiros dias de janeiro, seguindo orientação do Ministério da Saúde.

A primeira modificação é a eliminação da vacinação de rotina contra o sarampo, aos 9 meses de idade. Assim, a vacina tríplice viral (contra sarampo, caxumba e rubéola), que era aplicada aos 15 meses de idade, passa a ser recomendada para os 12 meses.

De acordo com Elisabete da Silva Soriano, enfermeira da Vigilância Epidemiológica de Bauru, a retirada da vacina contra o sarampo deve-se à interrupção da circulação do vírus nos últimos dois anos e à redução significativa do risco da doença entre os menores de um ano de idade.

A segunda alteração é a implantação da vacina tetravalente no calendário. Trata-se da junção da DTP (contra difteria, tétano e coqueluche) com a Hib (contra hemófilo). A vacina deve ser aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade.

“Em vez de levar duas picadas - uma para a DTP e uma para a Hib, a criança leva uma só”, explica Elisabete. A enfermeira explica que, para os pais da criança, a mudança que faz diferença na prática é a eliminação da vacina contra sarampo.

“Desde o ano passado, as unidades de saúde já estão orientadas e inclusive já haviam começado a aplicar a tetravalente”, acrescenta. O restante do calendário permanece inalterado.

A mudança do calendário pegou pais de surpresa. O arquiteto Édson Hirota, que tem uma filha de 2 anos e meio e um filho de 1 ano, não sabia da alteração. “A gente não tem condições para avaliar essa mudança. Mas acho que, se o sarampo está sendo erradicado, não tem problema retirar a vacina (antes aplicada aos 9 meses)”, diz.

Ele aprova a inclusão da vacina tetravalente pela rede pública, lembrando que muitos pais levam os filhos a clínicas particulares para receber vacinas não obrigatórias.

A partir do nascimento, explica Elisabete, a criança deve tomar a BCG (contra tuberculose) e ser imunizada contra a hepatite B, que repete-se aos dois e seis meses. A imunização contra a poliomielite mantém-se aos 2, 4, 6 e 15 meses e 5 ou 6 anos de idade.

Aos 9 meses permanece apenas a vacina contra a febre amarela nas regiões em que houver indicação, de acordo com a situação epidemiológica. Ela deve ser reforçada a cada dez anos.

A DPT deve ser tomada aos 15 meses e 5 ou 6 anos. A última vacina é a Dt, aos 15 anos de idade. Ela deve ser reforçada a cada dez anos, por toda a vida. Em caso de gravidez e na profilaxia do tétano, após determinados ferimentos, deve-se reduzir esse intervalo para cinco anos.