09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Enrola-se o dever. Honra, não


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Nem só de pão vive o homem. Pelos trechos da vida é preciso ir “tirando” os predadores dos projetos éticos, se quisermos ter um mundo melhor. Entretanto, não é tão pacífico assim ir “tirando” dos trechos tais predadores. É preciso coragem. Em relação ao dever muitos podem “enrolar”. Mas, com relação à honra, não. Conversava com um amigo na sala de espera de um laboratório médico, quando o vereador Ávila, sempre educado, porém escorregadio, veio cumprimentar-nos. Ávila, como vereador, foi logo sendo “cobrado”, já que a conversa era sobre o que a população mais quer: “cassações”. Percebendo onde “havia amarrado o seu burro”, o vereador quis desconversar, “vendendo o seu peixe”: “... Até hoje não provaram nada contra o Izzo...” “... E muito muito menos a favor...”, teria dito a sala inteira, se fosse possível. E nós não desperdiçamos saliva para responder, educadamente, ao vereador que saiu apressado. Para quem não se lembra, ele não cassou Izzo. Julgo ter o direito de achar, publicamente, que ele não cassará ninguém, desta vez. Também não há precocidade em falar em cassações hoje. Como também não há em dizer que Ávila está propenso a chegar no fim dos trechos da vida, como político, sem ajudar a Justiça a ser justa. Talvez demore a entender que os predadores da democracia devam ser punidos, e que não se deve “enrolar” nem o dever, e nem a honra. Muito menos a do público que elegeu tais vereadores. Deixo cravado, aqui nesta Tribuna, minha indignação quanto à existência desse foco purulento da nossa Câmara! (Antonio Ribeiro Corrêa - RG 4.168.22