10 de julho de 2026
Esportes

Bauru pronto para estréia no Nacional

David Cintra
| Tempo de leitura: 4 min

O Bauru Basquete inicia no próximo domingo mais uma participação no Campeonato Nacional, quando estréia, às 18h, no ginásio Panela de Pressão, contra o Bandeirante-SC. A equipe é a atual campeã da competição, mas este ano entra com um time bem diferente daquele que conquistou o título e a torcida bauruense na temporada passada.

Da equipe campeã, que já deixa saudades, restaram apenas o técnico Guerrinha, o armador Leandrinho e o pivô Brasília. O ala Vanderlei foi para o goiano Ajax, o pivô Josuel está no Rio de Janeiro, no Vasco, e o ala Jeffty retornou aos EUA e, provavelmente, abandonará o basquete.

Além deles, reservas que tiveram participação decisiva na conquista do título nacional também não estão mais em Bauru. O pivô Everaldo foi para o Campos-RJ e o ala Soró para o Pinheiros. O armador Fernando Reis ainda disputou o Paulista por Bauru, mas deixou a equipe e ainda está sem clube definido.

Outros reservas, que naquele time eram apenas coadjuvantes, participaram como titulares do Campeonato Paulista, competição subseqüente ao Nacional, como o pivô Murilo e o ala César. Estes jogadores evoluíram bastante e neste Nacional devem aparecer mais que no ano passado.

As principais novidades da equipe bauruense para o torneio que se inicia na próxima semana são os alas Jefferson, Rodrigo e Felipe e o pivô Atílio, jogadores contratados para reforçar a equipe que ficou em quinto lugar no estadual. Deixaram o time os alas Adão, Bruno e Thulius.

Na avaliação do técnico Jorge Guerra, a participação da equipe no Paulista foi satisfatória e serve como indicadora dos caminhos a seguir daqui para frente.

“Acho que nos superamos [no Campeonato Paulista], conseguimos manter o nível. Lógico que não igual ao da temporada passada. Mas em termos de custo-benefício e pelo momento que nós passamos foi excelente. Além disso, montamos uma base boa e agora nós estamos ‘corrigindo’ rumos, substituindo alguns jogadores que não se encaixaram no esquema”, analisa o treinador.

Sobre o time que estréia no próximo domingo, Guerrinha mostra-se otimista. “Acho que esta equipe tem muito mais talento, mais virtudes que a do Paulista. É uma equipe que não tem a experiência daquela do ano passado [campeão nacional], mas tem mais vigor físico, mais intensidade”, avalia.

Para o armador Leandrinho, maior pontuador da equipe no Paulista e ídolo da torcida, a chegada dos novos contratados representa muito mais que reforços, já que com os três novos alas, principlamente Jefferson, ele poderá voltar a trabalhar mais em sua especialidade, que é preparar as jogadas.

“Foi muito bom para mim atuar no Paulista com uma característica diferente, eu aprendi bastante. Creio que agora vai diminuir minha pontuação, mas vai ser muito bom para eu voltar a jogar mais na armação, assim como para a equipe também”, diz Leandrinho.

O armador acredita que a equipe vai lutar pelo bicampeonato. “Embora o campeonato Nacional não tenha time fácil, nós vamos dar muito trabalho e vamos lutar pelo bi”, garante.

Considerado como a principal contratação de Bauru para o Nacional, o ala Jefferson também se mostra otimista. “As expectativas são boas. Eu vim para ajudar dando o meu melhor, não só pontuando como também marcando e lutando pelos rebotes”, declara.

Jefferson traz para a equipe a experiência de ter jogado e treinado uma pré-temporada na NBA. “O que mais mudou em meu jogo foi a atitude, a visão de jogo. Espero poder passar o que eu aprendi lá para meus novos companheiros aqui em Bauru”, afirma o ala.

Segundo Jefferson, são muitas as diferenças entre o basquete brasileiro e o norte-americano. “Lá o jogo é mais dinâmico, de muita defesa e força física. É muito mais rápido. Por isso eu tive que ganhar um pouco mais de físico, ganhei quatro quilos, mas sem perder a explosão e a agilidade, que são minhas principais caracteísticas”, conta Jefferson.

No início do Nacional passado, poucos apostavam no time de Bauru, que tornou-se campeão. Para o técnico Guerrinha, a repetição do feito não é impossível, mas o treinador não arrisca previsões.

“A gente tem que entrar em toda competição sonhando com o máximo. No entanto, mesmo que eu tivesse com uma equipe experiente, com dois estrangeiros ótimos, eu não prometeria nenhum título. Não existe no esporte dizer que com isso e mais aquilo eu sou campeão. Como também não existe dizer que com uma equipe jovem, em formação, seja impossível sonhar com o título ou ficar entre os quatro melhores”, filosofa o técnico.